Racismo explícito
Em sentença proferida em junho, juíza utilizou o argumento racial para condenar e aumentar a pena de homem negro.
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Juiza - Curitiba
Juíza, Inês M. Zarpelon, da 1º vara criminal de Curitiba. | Foto por: divulgação/TJPR

A juíza Inês M. Zarpelon, da 1ª vara criminal de Curitiba, condenou no dia 19 de junho Natan Vieira, homem negro de 42 anos a 14 anos e 2 meses de prisão, por roubo e organização criminosa, utilizando argumento racial que serviu para aumentar a sua pena, inclusive.

Na sentença proferida em junho, publicada nesta terça (11) a juíza cita, ao menos três vezes “Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”.

A advogada de Natan e de outras 8 pessoas condenados junto com ele, Thayze Pozzobon, afirmou que, além de recorrer da sentença, acionará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e afirmou “Infelizmente, resta evidente o racismo nas palavras da juíza que entendeu que Natan é criminoso por ser negro e deve ser condenado. Essa prática é intolerável. Essa sentença deve ser anulada e proferida por uma juíza absolutamente imparcial. Eu já acionei a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] do Paraná e as comissões de igualdade e direitos humanos, também tomarei providência junto à corregedoria e ao CNJ”.

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