Mais um ataque ao PT?
Ex-publicitário processou o partido por dívidas da campanha de 2014, em que cuidou da comunicação de Alexandre Padilha para governador de SP e de candidatos a deputado no estado
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O publicitário Valdemir Garreta, preso durante operação da PF | Foto: Clayton Souza/Estadão Conteúdo
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O publicitário Valdemir Garreta, preso durante operação da PF | Foto: Clayton Souza/Estadão Conteúdo

Uma decisão da juíza Mariana de Souza Neves Salinas, do Tribunal de Justiça de SP, decidiu na sexta-feira passada repassar 40% do fundo eleitoral deste ano do diretório estadual do PT para o ex-dirigente petista e publicitário Valdemir Garreta. A ação judicial deve lhe garantir cerca de R$ 9 milhões do fundo eleitoral, que seriam abatidos da dívida, calculada em R$ 26 milhões.

Alegando que estão com dificuldades financeiras em São Paulo, o PT sofre mais uma taque escancarado da burguesia. Garreta processou o partido por dívidas da campanha de 2014, em que cuidou da comunicação de Alexandre Padilha para governador de SP e de candidatos a deputado no estado. Em 2017, ele fez um acordo com o PT e recebe parcelas mensais de R$ 102 mil do fundo partidário.

Garreta diz temer que o PT nacional repasse o fundo diretamente às cidades, contornando o diretório estadual. “Me preocupa que o PT tente fazer alguma manobra para burlar essa decisão”, afirmou.

É preciso lembrar que Garreta foi apontado por procuradores da Lava Jato como marqueteiro e operador de propinas da Odebrecht ao PT. O publicitário é nome-chave nas investigações contra a “corrupção” da operação corrupta Lava Jato.

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