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Juíza faz julgamento antecipado de lideranças das ocupações
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Juíza faz julgamento antecipado de lideranças das ocupações
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Há 54 dias presos, lideres das ocupações do centro de São Paulo recebem sentença previa de condenação pela juíza Érika Soares de Azevedo Mascarenhas, titular da 6ª Vara Criminal, no fórum da Barra Funda e decreta prisão de mais nove lideres. Os quatro presos, pasmem, a juíza já os têm como réus por formação de quadrilha, extorsão, entre outros delitos, ou seja, já são criminosos, apesar de o único crime que cometeram foi o de dar aos prédios abandonados aos ratos e baratas, pelos capitalistas, alguma função social, que é o de que os sem teto tenham onde se esconder das intempéries, dormirem, ou seja, uma acomodação para morar.

Carmen do Movimento de sem Teto do centro (MSTC) é absolvida, ao mesmo tempo em que é decretada sua prisão

Mãe de Preta e Sidinei Ferreira, Carmen que, na última quarta-feira (14) foi absolvida em segunda instância em um processo, cujas acusações moradores da ocupação do antigo Hotel Cambridge, no centro de São Paulo é uma das 19 pessoas indiciadas pela Érika e sua prisão assim como a de mais oito, foi decretada por esta juíza, a mando de promotor fascista Cassio Roberto Conserino, o mesmo que queria que o processo envolvendo o Luiz Inácio Lula da Silva, no caso “tríplex” fosse julgado em São Paulo, ou seja, a Lava-Jato seção São Paulo.

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Carmen já havia sido absolvida em primeira instância, pela 26.ª Vara Criminal.

Os promotores visavam claramente criminalizar os movimentos de moradia a qualquer custo, segundo a defesa da Carmen. (Brasil de Fato – 14-08-2019)

Os desembargadores Paulo Rossi e João Morenghi votaram pela absolvição de Carmen. O desembargador Amable Lopez ainda apresentará seu voto nas próximas sessões.

Segundo a defesa de Carmen, o próprio Ministério Público em atuação no âmbito do Tribunal de Justiça ‘afirmou que a criminalização de movimentos sociais merece repúdio’.

Perseguição política do governo do Estado e prefeitura de São Paulo às lideranças das ocupações

O golpista, governador de São Paulo João Doria, bem como o também golpista Bruno Covas são parte interessada em toda essa situação que vivenciam os ocupantes dos prédios abandonados do centro e o objetivo e esvazia-los para os especuladores imobiliários, por isso a perseguição incessante do judiciário às lideranças dos movimentos das ocupações.

É como disse Lula em sua frase: “as lideranças dos sem teto estão presas pelo mesmo crime que cometi, o de “lutar por uma sociedade mais justa, onde, entre tantos outros direitos, cada família possa morar com a dignidade que merece”.

 



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