Juiz que ordenou prisão de Battisti em 2017 se filiou ao PDT de Ciro Gomes logo em seguida

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Da redação – O juiz Odilon de Oliveira, que determinou prisão preventiva de Cesare Battisti em outubro de 2017 após o militante tentar cruzar a fronteira para a Bolívia, se aposentou do cargo logo depois da determinação e se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) para concorrer às eleições para governador de Mato Grosso do Sul este ano.

Em 5 de outubro do ano passado, Battisti foi detido na cidade de Corumbá (MS), fronteira com a Bolívia. Como cidadão livre, na época, ele tinha o direito de sair do País, mas a desculpa utilizada pela Polícia Rodoviária Federal para impedi-lo de sair foi a tentativa de “evasão de divisa” e “lavagem de dinheiro”.

Odilon de Oliveira, em audiência de custódia no dia seguinte, determinou a prisão preventiva do italiano. Aquele foi o último dia de trabalho como juiz federal, que anunciou a aposentadoria.

Ainda no final de 2017, ele se filiou ao PDT de Ciro Gomes para disputar as eleições deste ano para o governo do estado do Mato Grosso do Sul. Em julho de 2018, foi escolhido por unanimidade como candidato do partido ao cargo estadual.

O PDT é um partido que se diz de esquerda e tenta atrair setores do PT, em conluio com o PSB e o PCdoB, para uma “frente democrática” que coloque o movimento popular a reboque da direita e dos golpistas. Contudo, seu caráter direitista e golpista é, mais uma vez, desvelado.

Seu candidato para um importante cargo, de governador, foi o responsável pela prisão de Cesare Battisti quando este buscava viajar para fora do Brasil, possivelmente com temor de ser preso e extraditado para a Itália, onde poderia morrer nas masmorras da extrema-direita.