Ditadura do judiciário
Desde o dia 15 de maio, os trabalhadores do transporte urbano de Teresina (PI) estão em greve legítima, pois foram demitidos mais de 300 funcionários
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Ônibus de Teresina (PI) | Foto: oitomeia

Desde o dia 15 de maio, os trabalhadores do transporte urbano de Teresina (PI) iniciaram uma greve legítima, pois foram demitidos mais de 300 funcionários devido a queda nos transportes, e o pior: alguns estavam infectados pelo coronavírus.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (Setut) tentou um acordo para que a empresa readmitisse os funcionários demitidos, porém não obteve êxito. Com isso, a disputa  chegou até o Ministério Público do Trabalho no Piauí.

A greve continua, pois as reivindicações dos trabalhadores não foram contempladas, não foram readmitidos os funcionários, não foi pago o dissídio, entre outras coisas. Na manhã desta terça-feira, 07 de julho, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, Liana Chaib, para acabar com a greve, concedeu uma liminar obrigando os motoristas e cobradores de ônibus retornem aos seus trabalhos em um prazo de 24 horas.

Caso o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro) não cumpra a decisão, terá que pagar uma multa diária de R$ 50 mil. Um duro ataque aos rodoviários, pois os patrões colocam a justiça para acabar com a greve, pois não ofereceram nada para os trabalhadores.

Uma greve aguerrida e justa, pois os trabalhadores estão amargando diversas demissões e perda de direitos, e, agora, está sendo atacada pela Justiça golpista e reacionária.

Os rodoviários são uma das categorias que mais estão sofrendo com a pandemia e não conseguem reivindicar os direitos mais básicos, pois enfrentam uma dura ditadura do Judiciário. Os rodoviários não tiveram a opção da quarentena, muitos estão infectados e outros mortos.

Por isso, é preciso que os sindicatos reabram suas portas e realizem assembleias e piquetes, pois os golpistas estão retirando todos os direitos dos trabalhadores. As demissões estão em uma escalada, todos os dias milhares de trabalhadores são demitidos. O número de empregados no país, segundo o IBGE, é menor que a dos desempregados.

É preciso lutar pela estatização dos meios de transporte e coloca-lo sob o controle dos trabalhadores. É preciso iniciar uma greve geral para colocar em xeque os governos golpistas. Fora Bolsonaro e abaixo o judiciário golpista que defende os patrões e ataca os trabalhadores.

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