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Em fevereiro deste ano, mais um acontecimento marcou o que, no sistema capitalista é comum: a marginalização e a opressão dos negros.

No dia 11 deste mês, um menino de 16 anos foi agredido pela equipe de segurança “Grupo G8” na rede de supermercados Pão de Açúcar em São Paulo. Os atos repressivos dos seguranças foram justificados por “o jovem roubou dois chocolates e um salgadinho” que totalizam R$9,81. Este é o preço que vale a integridade física de um rapaz negro em São Paulo.

Segundo conta Luciana Cruz, mãe do jovem, o filho foi agredido com socos, chutes e tiros de arma de pressão (airsoft). Claramente o jovem foi vítima de preconceito, sendo mais uma das inúmeras vítimas que, diariamente, sofrem repressões por todo país.

O jovem, que após ingerir os alimentos tentou sair da rede de supermercados Pão de Açúcar sem pagar, ao seu abordado pelos seguranças, admitiu seu erro e quis pagar pelo que tinha consumido. No mesmo momento, os três seguranças tentaram levá-lo para uma sala para “conversa”. Ele já sabendo o teor dessa “conversa” negou-se a acompanhar os três fascistas até a sala. Iniciou, então, ali mesmo, em frente à clientes e caixas, as agressões e torturas ao jovem, que não conseguiu se defender.

O público que se encontrava no local também não agiu na defesa do rapaz. Pelo contrário inclusive houve aproximações à cena para aplaudir a ação dos seguranças. Além disso, a todo instante, os seguranças, em seus atos de tortura, o agrediam verbalmente, chamando-o de “malandro”, “menino da quebrada”, “favelado”.

A mãe, que não se encontrava junto no momento do ocorrido, ao saber dos acontecimentos, se dirigiu ao mercado para esclarecimentos e, tudo que ouviu da gerência do estabelecimento, foi um pedido de desculpas. Luciana, então, dirigiu-se ao 26º Distrito Policial do Sacomã e registrou Boletim de Ocorrência.

É importante analisarmos que, segundo a Atlas da Violência de 2017, elaborado pelo IPEA e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de cada 100 assassinatos no Brasil, 71 são a população negra. O relatório final da CPI do Senado sobre Assassinato de Jovens no país (de 2016) mostra que, a cada 23 minutos, um negro entre 15 e 29 anos é assassinado. Comprova-se, assim, que, ser negro, no sistema capitalista, é estar, a todo o momento, em situação de opressão, repressão e preconceito, que tomam forma das mais diversas maneiras, da agressão física ao óbito.

Em notas, tanto a rede de supermercados Pão de Açúcar, quanto à empresa terceirizada de segurança Comendo G8, disseram que não compactuam com atos violentos e fora das políticas de segurança. Na verdade, ambas as notas lançam a hipocrisia clara e a não veracidade, uma vez que, é mais do que óbvio que esses atos fascistas não são isolados e tampouco combatidos de fato.

O combate deve ser ao sistema capitalista de repressão à qual estamos imersos. Combater o capitalismo, combater os fascistas.  Acontecimentos como esse tendem a crescer de forma drástica posterior ao Golpe, uma vez que os golpistas, incessantemente, lançam políticas fascistas e antidemocráticas, que oprimem e marginalizam os negros.

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