Jovem lésbica é atacada por fascistas

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Nesta quinta-feira (1), uma jovem de 19 anos foi brutalmente agredida por dois homens no litoral paulista, em Sítio do Campo, na cidade de Praia Grande.

Na Avenida do trabalhador, dois homens se aproximaram da vítima de carro, perguntaram as horas até a jovem responder, após a resposta mandaram ela entrar no carro. Um dos homens saiu do veículo, chutou-lhe a perna e acertou um soco em suas costelas, a jovem caiu no chão e foi arrastada para dentro do veículo.

Dentro do carro, foi interrogada sobre gostar de ser menino, a jovem respondeu que gostava e os agressores disseram que então ela apanharia como um.

Após uma longa sessão de espancamento, largaram ela na Travessa Armando Lichti Filho. Com sérios ferimentos no rosto, pernas e costelas, a jovem se encontra no Hospital Irmã Dulce.

Atitudes como essa pipocam cada vez mais desde a prisão de Lula e eleição de Bolsonaro. A extrema-direita sente-se confiante no momento e, por isso, a esquerda e os setores oprimidos da população, como os LGBTs, devem se unir para organizar a autodefesa.

Além de mulher, a vítima era jovem e lésbica, uma verdadeira presa para os fascistas que concentram-se em atacar os setores oprimidos da sociedade e usam como tática atacar indivíduos pertencente a essas categorias quando estão sozinhos.

Por isso, a autodefesa desses setores deve ser organizada coletivamente imediatamente. As organizações de esquerda devem parar de defender esses setores somente em discursos e medidas demagógicas. Defender esses setores é organizar a sobrevivência deles em épocas em que o fascismo corre solto nas cidades do país. Para os fascistas a recepção deve ser dada na mesma moeda ou em dobro.