Golpe
No Rio de Janeiro, mais um dos muitos casos de “grandes negócios” às custas da desgraça do povo
Vídeo mostra homem com saco plástico improvisado como respirador em Manaus
Pacientes estão morrendo sem aparelhos, enquanto dinheiro é desviado - foto de arquivo |

No final de março, quando a crise do covid-19 totalizava 202 mortes pelo Brasil, acendeu-se um sinal de alerta nos Estados. No Rio de Janeiro com 23 mortes, a Secretaria de Saúde efetuou uma compra de 300 respiradores pulmonares para caso de pacientes em estado grave. A proposta era que 100 aparelhos fossem entregues em cinco  dias e o restante em até 10 dias. Após o início do processo de compra em uma pequena empresa, a MHS Produtos e Serviços, a qual jamais havia prestado este tipo de produto. A empresa enviou uma proposta de 56,2 milhões de reais. A oferta  realizada pela empresa foi a única, como é comum em esquemas arranjados para lesar recursos públicos. Pasmem pois a aprovação da compra foi aprovada poucas horas depois.

O dono desta empresa é um  jovem de 19 anos, estudante que mora fora do Brasil e administra um podcast. Guilherme Senil Guerra era o sócio majoritário da empresa MHS Produtos e Serviços, “ CO-GEO” de um programa desconhecido no SPOTFY  e responsável por fornecer 300 respiradores para o estado do Rio de Janeiro.

Porém nenhum  aparelho foi entregue. Daí do (MP) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), entraram no caso para apurar o que estava acontecendo.

Logo no início das investigações o jovem Gulherme sai da sociedade e entra em seu lugar o pai dele, um ex – funcionário da Receita Federal, o senhor Glauco Guerra, que afirma desde o começo que a empresa era sua.

O mesmo havia se aposentado em dezembro e prestava serviços a Eletrobrás. Ao Exército, a Marinha, entre outros órgãos públicos.

Segundo a proposta dada a Secretaria de Saúde do Estado o valor de cada respirador custaria R$ 187.560. Após ser questionado sobre o valor, o Sr. Glauco Guerra disse que está pagando em média, R$ 145.250  por respirador. Uma diferença de 22,5% a menos que o previsto em contrato. Representando uma diferença de 12,6 milhões de reais para o fornecimento de 300 aparelhos. ”Não estou superfaturando nada afirma Glauco que vendeu o mesmo equipamento a Prefeitura de Niterói e foi pago 49.000 dólares (cerca de R$ 277  mil em valores atuais).  Alega que não foi superfaturamento. Foi oscilação de preço e que promete entregar os aparelhos na semana seguinte.

Segundo parecer  da Secretária de Saúde do Rio, ocorreu problemas durante a compra dos aparelhos, como pesquisa de preço e um total descontrole do governo do  Estado do Rio, que sem planejamento a Secretaria gastou “ meio a toque de caixa ”os respiradores.

A mutreta no Rio, que se repete em todo o País, mostram que a pandemia apenas se transformou em uma oportunidade de negócios lucrativos para todo tipo de picareta capitalista e suas máfias políticas.

Em São Paulo, pesquisadores da USP, apresentaram a possibilidade de construção de aparelhos respiratórios com cerca de R$ 1 mil. mingúem se interessou.

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