Estados Unidos
Um jovem de 19 anos foi baleado e morreu, quando um direitista passou atirando de dentro do carro nos manifestantes em um ato contra o genocídio da população negra pela polícia
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Protesto contra o genocídio da população negra. | Fotode Josh Hild no Unsplash

Nesta segunda-feira, dia 25 de maio, um homem negro chamado George Floyd foi assassinado por um policial em Minneapolis, Minnesota. George foi asfixiado por mais de 8 minutos, estando inconsciente nos últimos dois. Com isso, ultrajados pela violência policial que já é muito antiga nos EUA, milhares de pessoas foram às ruas protestar, exigindo justiça à Floyd e à toda a população negra.

Neste sábado (30), ocorreu o quarto dia de protestos em mais de 30 cidades dos Estados Unidos. Todavia, em Michigan, Ohio, um jovem de 19 anos foi baleado e morreu, quando um direitista passou atirando de dentro do carro nos manifestantes. Além disso, segundo as autoridades, cerca de 1000 pessoas foram presas ao redor de todo o país.

Os atos realizados em todo o território estadunidense têm chocado o resto do mundo, principalmente por seu caráter mais combativo. Imagens das manifestações mostram protestantes incendiando prédios, carros, barricadas, combatendo policiais e marchando ininterruptamente pelas ruas dos Estados Unidos. Vale ressaltar a ação da polícia frente a essa movimentação, que tem reprimido duramente os protestos, utilizando balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e até mesmo munição viva.

O que tem ocorrido nos Estados Unidos deve servir de exemplo à todas as movimentações feitas pela população oprimida pela burguesia. Deve ficar bem claro que a mobilização pacífica não funciona e nunca funcionou. Nenhuma reivindicação mais profunda foi atingida por meio de passeatas e abaixo-assinados. Afinal de contas, o próprio estado responde com truculência e violência a qualquer tipo de movimento popular. Logo, precisamos responder à altura, falar a sua própria língua.

É interessante analisar as declarações de prefeitos, governadores e até mesmo do poder central estadunidense. Segundo eles, os manifestantes são desnecessariamente violentos e fazem demonstrações gratuitas de ódio. Entretanto, ao mesmo tempo que Trump critica os protestos nos Estados Unidos, vangloriza qualquer tipo de ação proveniente dos manifestantes direitistas em Hong Kong. Logo, o problema não se encontra na violência, mas sim no que ela reivindica. No fim, qualquer tipo de surto proveniente dos agentes do imperialismo é válido, dos trabalhadores é inaceitável.

Não podemos nos esconder atrás da pandemia do coronavírus e ficar em casa enquanto as potências imperialistas e os grandes capitalistas colocam seu plano em ação. A movimentação popular é de extrema importância, agora mais do que nunca. Enquanto a esquerda pequeno-burguesa brasileira fica em casa, milhares de pessoas protestam ao redor de todo o mundo. Devemos nos colocar completamente contrários à essa inércia proveniente deste setor. Trabalhadores do Brasil – e de todo o mundo – precisam se mobilizar. E cabe às organizações sindicais e aos grandes partidos de esquerda organizá-los.

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