Greve
Após 2 meses de salários atrasados, as atividades foram paralisadas por tempo indeterminado, com adesão à greve de 90% dos profissionais
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Fachada do Jornal A Crítica | foto: Divulgação
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Fachada do Jornal A Crítica | foto: Divulgação

Entraram em greve no estado do Amazonas as redações dos jornais A Crítica, Manaus Hoje e do Portal A Crítica, que integram a empresa de Jornais Calderaro, nesta segunda (07). Após 2 meses de salários atrasados, as atividades foram paralisadas por tempo indeterminado, com adesão à greve de 90% dos profissionais.

Desde 2017 ocorrem atrasos, isso incluso o pagamento das férias, e até semana passada se acumulavam 4 meses sem o pagamento dos devidos soldos. 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SJPAM) criou um grupo online no último dia 03 para garantir o estado permanente de Assembléia, com reuniões diárias e com decisões coletivas, como a de paralisar até que os salários sejam pagos.    

A presidenta do sindicato, Auxiliadora Tupinambá, participaram de uma reunião da empresa convocada na sexta (04), mesmo dia que o sindicato comunicou a decisão de suspender as atividades.

Os donos dos jornais, chegaram a propor a suspensão da greve até quinta (10), quando seriam apresentados dados de despesa e receita das empresas para os trabalhadores e a ideia de um calendário para pagamentos. Os representantes dos patrões afirmaram que regularizariam o pagamento da primeira quinzena de julho somente quando fosse possível, pois não seria um movimento grevistas que “faria o dinheiro aparecer” para quitar a dívida com os trabalhadores.

Após a reunião, a direção do SPJAM, realizou uma nova Assembléia virtual, onde por maioria, foi decidido manter a paralisação a partir de segunda (07), pois a prática de atrasos vem sendo adotada pela empresa com regularidade e a proposta apresentada não garantia o pagamento e compromisso por parte do empregador.

No decorrer da crise pandêmica do coronavírus, os profissionais mantiveram o cumprimento da jornada de trabalho, correndo riscos ao buscarem informações, mesmo sem estarem recebendo salários na data correta.Muitos deles tiveram casos de coronavírus na familia e outros chegaram a contrair o virus sem ter como arcar com o tratamento.

O SPJAM, juntamente com o Sindicato do Gráficos, protocolou junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), o bloqueio do pagamento de verbas publicitárias por parte da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado como forma de quitar a dívida com os trabalhadores.

Essa greve e as demais que surgem dia após dia, como a dos trabalhadores dos Correios e dos metalúrgicos da Renault no Paraná, demonstram a crescente insatisfação aos ataques que a classe trabalhadora sofre, e que vêm se aprofundando no período da crise da Covid-19.

Portanto, fica evidente a necessidade de intensificação das greves por parte dos trabalhadores e a ampliação das mobilizações contra a política de arrocho e fome praticada pelo empresariado e o governo ilegítimo de Bolsonaro de todos os golpistas.

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