Demagogia pura
Doria mostra que vacinação é pura demagogia, enquanto povo sofre economia é vista como prioridade.
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Golpismo em ação. | Governo do estado de São Paulo.
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Golpismo em ação. | Governo do estado de São Paulo.

O evento de inauguração do processo de vacinação da população paulista foi realizado em janeiro. Contudo, um mês se passou, e a situação da pandemia encontra-se cada vez pior, enquanto por outro lado, a vacina corre risco de ser suspensa pela falta de insumos.

Pandemia se aprofunda

Atualmente, o estado de São Paulo registra 1,91 milhões de casos e 56,3 mil óbitos, segundo dados oficiais divulgados pelos consórcios de imprensa. O crescimento dos casos, se dá em conjunto com o aumento da média móvel de mortes em todo país. Hoje, o Brasil registra a maior média de mortes por dia desde o início da pandemia.

Até então, o recorde encontrava-se no que foi considerado o pico da pandemia, em julho de 2020, e reflete diretamente a política genocida levada a frente por Doria e Bolsonaro em todo país.

Ao passo que a situação se aprofunda, Doria impulsiona a retomada das aulas presenciais em todo estado de São Paulo. Nesta segunda-feira, iniciou-se as aulas presenciais na rede municipal da capital paulista, ao mesmo tempo em que centenas de denuncias apareciam por parte de pais, alunos e professores.

Genocídio contra a população

O genocídio ficou ainda mais claro, quando fora divulgado que mais de 530 escolas tiveram seu retorno as aulas adiados devido a falta de equipes de limpeza. Em outras instituições, país de alunos denunciaram que as escolas não tinham condições de ventilação, e muito menos estrutura para comportar os alunos em plena pandemia.

O município e o estado de São Paulo, defendem que irão cumprir os distanciamento, como se tal medida servisse para conter a pandemia. Contudo, como já demonstrado no Enem, tudo que os golpistas prometem não é cumprido, e o genocídio da juventude e de toda população é colocado de maneira acelerada, enquanto São Paulo e todo país encontram-se no pior momento desde o início da pandemia.

Comprovando que tudo não passava de uma grande demagogia, João Doria buscou se promover como parte de uma dita burguesia “cientifica” e “civilizada”, lançando-se desde então como possível candidato às eleições de 2022. Em um show que convenceu diversos setores da esquerda pequeno-burguesa, João Doria entregou a primeira vacina a uma mulher negra, em um ato de grande demagogia, com o setor mais reprimido e assassinado pelo seu próprio governo.

Contudo, toda esta jogada política, mostrada pela imprensa burguesa como um grande ponto de impulso pela vacinação da população, se mostrou um dos principais impedimentos para que a vacina chegasse ao povo.

Hoje João Doria tem um embate com Jair Bolsonaro, responsável por entravar uma série de investimentos no estado, que já somam R$5,9 bilhões. A crise apenas se aprofunda, quando o mesmo Doria, o “herói’ da vacinação, divulga que todo seu plano inicial não será cumprido, e que sequer há vacinas para a população.

Vale lembrar, que o governador fascista já fechou pronto socorros, e anunciou que irá apenas construir um local para produzir a vacina importada da China em outubro, ou seja, sete meses após anunciar a vacinação da população.

Demagogia em meio a crise

Neste ritmo, a vacina nunca chegará ao trabalhador brasileiro, e tudo isso deve-se a politicagem demagógica de Doria. No final, não havia vacina para o povo, mas sim uma campanha de autopromoção com o intuito de se lançar candidato da burguesia nas eleições presidenciais de 2022.

Doria, não trabalha em torno da vacinação da população, mas sim em torno de sua imagem, já muito popular para todo povo brasileiro.

Dessa maneira, os resultados encontrados na suposta “vacinação” de São Paulo são desastrosos, e refletem a mesma política adotada por Jair Bolsonaro, que Doria alega se opor. O objetivo não é vacinar o povo, mas sim impulsionar eleitoralmente em cima deste grave problema.

Uma outra questão que revela bem este problema é a política de reabertura total da economia. Como citado anteriormente, o genocídio da juventude é um dos grandes destaques do governo de João Doria, que impulsiona, custe o que custar a reabertura das aulas presenciais e a iniciativa de reabrir por completo a economia.

É visível que a única questão que importa a Doria são os problemas econômicos da burguesia. Voltar as aulas presenciais serve para impulsionar a já falida economia capitalistas, contudo, vacinar a população é visto apenas como gasto secundário para a burguesia golpista.

Após tanta demagogia, eventos e propagandas, Doria se mostra mais uma vez uma figura tão deplorável quanto Jair Bolsonaro. A vacinação da população se afundou em meio a demagogia, e não há expectativa real alguma de quando ela possa realmente chegar aos trabalhadores.

Vale ainda destacar, que a vacina de Doria é uma das menos eficazes em todo o mundo. Com 49% de eficácia, a vacina feita as pressas e divulgada pela burguesia “científica” como a salvação da população, logo se mostrou uma farsa.

A vacina que já para estar chegando a mais pessoas, ainda nem começou a ser utilizada nos grupos de risco, com idosos entre 80 a 84 anos. Apenas em março que a vacina chegará a estes setores, enquanto o restante da população sequer tem perspectiva de ser vacinada.

A própria imprensa burguesa revela que o mesmo problema de falta de vacinas que ocorre no Rio de Janeiro rapidamente será vista em São Paulo. É um completo desastre, um genocídio colocado em marcha acelerada pelo governo Doria que mostra não ter o mínimo de interesse defender a população.

É importante destacar, que todo este desenvolvimento apenas serve para demonstrar na prática que não há setor humanitário da burguesia golpista, e que na realidade, a vida da população é a última prioridade.

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