Nova onda de manifestações
Repetindo a movimentação política que atingiu a NBA após o assassinato de George Floyd, jogadores se unem em resposta à violência policial contra a população negra nos EUA
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O armador do Portland Trail Blasters, Damian Lillard, em ato após a morte de George Floyd em junho | Foto: Matthew Almon Roth.

Depois de nova agressão racista pela polícia dos EUA, jogadores da NBA se recusaram a participar de uma série de jogos dos chamados playoffs da competição bilionária. Resgatando o slogan Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), o boicote vem recebendo grande adesão por parte dos profissionais.

A primeira equipe a boicotar os playoffs foi o Milwaukee Bucks, que está sediado no mesmo estado onde ocorreu a recente agressão de cunho racista. No dia 26, os atletas dos Bucks não apareceram na quadra para o aquecimento. Os rivais do Orlando Magic chegaram a ir pra a quadra mas voltaram aos vestiários demonstrando apoio. Na sequência, os jogos entre Houston Rockets e Oklahoma City Thunder e entre Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers também foram cancelados na onda de boicote dos atletas.

Em 23 de agosto, o afroamericano Jacob Blake, de 29 anos, levou vários tiros nas costas ao buscar seus documentos dentro de seu carro, tudo registrado por vizinhos. O policial, branco, ainda o segurou pela camisa para aplicar os disparos na frente de três filhos de Jacob, que estavam dentro do carro. Apesar dos tiros à queima roupa, Jacob sobreviveu. Mas ainda encontra-se hospitalizado, algemado no leito e ainda ficou paraplégico.

A resposta, cada vez mais recorrente, veio na forma de manifestações radicalizadas. Inicialmente, onde ocorreu a tentativa de assassinato, a cidade de Kenosha, e depois se espalhou por cidades importantes dos EUA como Nova Iorque e Portland. O aparato repressivo do estado foi posto nas ruas ao lado de grupos fascistas da extrema-direita norte-americana e mais duas pessoas foram assassinadas nessas manifestações.

Assim como ocorreu em Minessota, após o assassinato de George Floyd, carros e edifícios foram incendiados pela população revoltada com a recorrência desse tipo de crime, cometido pelas próprias instituições do país mais rico do mundo.

O fato dessa crise social chegar até os jogadores da NBA, muitos deles milionários, mostra a total decadência do imperialismo dos EUA. Seus capitalistas, mesmo explorando as nações mundo afora, não conseguem melhorar suficientemente o nível de vida da maioria da sua população e muito menos a violência racista das suas forças de repressão.

É preciso apoiar o desenvolvimento dessas manifestações, que ainda carecem de maior organização. A luta pela dissolução da polícia é um eixo que pode dar um sentido político mais objetivo à essa revolta popular, e pode até evoluir para a derrubada do próprio regime político do país mais poderoso do capitalismo.

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