Futebol
Iminente venda de Dudu expõe a desvalorização que os jogadores brasileiros sofrem a despeito de suas qualidades
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O jogador Dudu, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Díaz, do Junior Barranquilla, durante partida válida pela sexta rodada, fase de grupos, da Copa Libertadores, na Arena Allianz Parque.
Atacante Dudu | Foto: Reprodução

A venda de Dudu, atacante e ídolo do palmeiras escancara oque há tempos se escancara uma serie de contradições inconcebíveis que o futebol brasileira apresenta ao mundo. A começar pelo papel que o pais se propõe a ser, como mão de obra barata a despeito do fato de o Brasil ser a maior escola de futebol do mundo, não por acaso pentacampeões. O atacante encontra-se na iminência de ser vendido a um time do Catar por 15 milhões de Euros, parece uma quantia pesada em termos de Brasil, mas não faz jus nem a exposição que o atleta terá no Oriente Médio, não faz jus a reputação que outrora se construiu sobre o quanto sheiks estavam dispostos a pagar por jogadores e acima de tudo e não faz jus ao custo que um ídolo e artilheiro de um dos clubes que mais tem ganhado títulos nos últimos anos deveria ter.

Mas outras contradições se apontam não apenas no Brasil, mas envolvem as características que o mercado europeu tem para com o mercado brasileiro. Dudu tem 28 anos, está chegando a fase balzachiana da carreira, muito embora suas habilidades e vigor físico ainda estejam em dia. Ao futebol europeu isso não é conveniente, a idade, e consequentemente as características físicas, são essenciais quando se contrata um jogador, por la ainda se prefere fazer apostas caras que podem ser infrutíferas do que um jogador razoavelmente experiente e com um currículo que fala por si. Desse modo, deduz-se que o futebol europeu segue uma lógica distinta daquela que o Brasil construiu, onde o aspecto intelectual se sobressaia em relação ao físico, logo, um jogador brasileiro que quiser ter uma carreira promissora no Velho Continente deve se transferir o quanto antes a Europa, ainda que seja para ligas questionáveis, coisa que Dudu fez ao se transferir para o futebol ucraniano com 19 anos de idade. Como se sabe, jogando em ligas de menor qualidade, menores as chances de um jogador se desenvolver, quando não ele vem a aprender conceitos que castram o que aprendeu no Brasil.

O próprio futebol brasileiro, em especial a seleção, segue uma filosofia questionável. Ao logo desses 5 anos em que Dudu se destacou no alviverde, poucas oportunidades lhe foram dadas na canarinho, ignorando-se a máxima de que “futebol e momento”.

Esse papel que o Brasil busca desempenhar como mero fornecedor de jogadores jovens e baratos ao mercado europeu impede um desenvolvimento de jogadores com características convenientes com a nossa escola e muito provavelmente conflitantes com aquilo que o publico procura.

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