Craques tipo exportação
Craque brasileiro iniciou sua carreira profissional na Europa, mas ainda mantém o sonho de jogar na principal competição nacional.
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Competição alemã está recheada de craques brasileiros. | Foto: Reprodução

A afirmação, que pode surpreender aos deslumbrados com o futebol jogado na Europa, foi feita pelo atacante Matheus Cunha em entrevista ao UOL Esporte. Jogando pelo clube alemão Hertha Berlin, o brasileiro é destaque na Bundesliga. O paraibano, que na adolescência viajava a duras penas para treinar na capital do estado vizinho, Recife, vem sendo apontado como futuro camisa 9 da seleção brasileira, já concorreu ao prêmio Puskas e ajudou recentemente a classificar o Brasil para as olimpíadas do Japão.

Ainda adolescente foi contratado pelo Coritiba, onde teve grande destaque nas categorias de base do clube paranaense e saiu antes de subir à equipe profissional. Observando diversos casos de atletas jovens mal aproveitados ou colocados para jogar em meio à crises dos clubes, o jogador aceitou uma proposta para estrear profissionalmente no Sion da Suíça. Após breve passagem pela Suíça, adentrou uma vitrine mais expressiva, o mercado alemão. Sendo contratado inicialmente pelo RB Leipzig e recentemente apresentado pelo Hertha Berlin.

Destacando a importância de jogar pela seleção nacional, o brasileiro ressalta que o gol mais importante da sua carreira não foi aquele que o levou a concorrer ao Puskas mas o gol marcado contra a Argentina no pré-olímpico num momento crítico para a seleção. Ao contrário do que poderiam esperar os fanáticos por times europeus como Barcelona, Real Madrid ou Manchester United, Matheus citou o Campeonato Brasileiro como sonho profissional.

Segundo o relato do jogador, que passou por diversas categorias de base do Coritiba, os jovens sonham em se tornarem profissionais nos clubes onde treinam, em jogar os grandes clássicos regionais em especial na Série A do Brasileirão. No seu caso, jogar um Coritiba X Athletico Paranaense no estádio Couto Pereira lotado.

A pressão econômica contrasta com o desejo pessoal de jogar no país do futebol. Não fosse o descaso e o boicote operados principalmente pela CBF e pela Globo, o país poderia proporcionar condições mais favoráveis à permanência dos jovens talentos. Se há décadas os capitalistas europeus vêm retirando alguns dos melhores jogadores das competições nacionais, mais recentemente potenciais jogadores de destaque são levados para fora do país ainda adolescentes.

O próprio Pelé, o melhor jogador de futebol da história, foi assediado pelo milionário campeonato italiano no início dos anos 1960, Internazionale, Juventus e Milan entraram na disputa pelo jovem craque. A recusa do Santos foi recompensada com seu melhor período na história, onde ganhou tudo o que tinha para ganhar e passou a ter projeção mundial. Mesmo jogando a maior parte da carreira no Brasil, Pelé nunca deixou de ser reconhecido como o melhor no esporte.

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