Coronavírus e eleições nos EUA
A disputa eleitoral norte-americana acontece em meio a pandemia do coronavírus.
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O ex-vice-presidente Joe Biden venceu em 19 dos 27 estados que já realizaram as primárias. |

A crise do Partido Democrata fez com que toda burguesia endinheirada apoiasse o ex-vice-presidente americano e pré-candidato à indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos Estados Unidos Joe Biden. Biden consolidou sua posição de primeiro colocado à nomeação pela sua legenda nesta terça-feira (17/03), depois de conquistar as primárias realizadas nos estados da Flórida, Illinois e Arizona.

A disputa eleitoral acontece em meio a pandemia do coronavírus, causador da doença respiratória Covid-19. Medidas adotadas nos EUA afetaram duramente a vida cotidiana dos americanos. Os locais de votação foram fechados em Ohio horas antes da primária e adiados em vários outros estados.

Uma contradição. Doadores de campanha abastados que viram Hilary Clinton ser derrotada por Trump veem agora no vice de Hilary, Biden, como a melhor opção do partido para derrotar o republicano Donald Trump no pleito presidencial, marcado para 3 de novembro.

Decisivo para a vitória de Biden foi a Flórida. Ali Biden garantiu uma vitória avassaladora sobre Sanders, com 61,9% dos votos contra 22,8% do senador e 99% das urnas apuradas. Em Illinois, Biden registrou 59,1% dos votos, e Sanders, 36,1%, também com 99% das urnas avaliadas. Em Arizona, com 88% das urnas apuradas, Biden tinha 43,6% dos votos e Sanders, 31,6%.

A gincana das prévias ainda não terminaram. Até gora, Biden lidera a corrida pela nomeação democrata, cujas prévias já foram realizadas em 27 dos 50 estados americanos. Biden venceu em 19 deles.

Na votação desta terça, Biden manteve sua popularidade entre eleitores afroamericanos e idosos, que têm sido a marca de sua campanha. Biden também parece estar conquistando os eleitores latinos, que até agora estavam mais alinhados com Sanders.

As prévias das eleições norte-americanas antecipam como serão as eleições sob a batuta do coronavírus. O caos econômico e de saúde pública causados pelo coronavírus deverá continuar impactando a corrida presidencial com a suspensão de comícios e outros grandes eventos, todos cancelados. Votação por e-mail e à distância, além de expandir o horário de funcionamento dos locais de votação para garantir a continuidade da campanha. Sanders, por exemplo, realizou comícios virtuais para não deixar que a pandemia afete sua candidatura.

As eleições americanas são uma farsa criada, onde os dois partidos em disputa são controlados pelo imperialismo.

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