Demagogia
Campanha ambientalista de Biden representa uma séria ameaça à soberania nacional
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Demagogia ambientalista é usada para ameaçar soberania brasileira | Foto: Reprodução

No debate eleitoral entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, ocorrido na última terça-feira (29), o democrata Joe Biden ameaçou o Brasil com “consequências econômicas significativas” caso o País não satisfaça os interesses do imperialismo norte americano no que diz respeito à Amazônia. “As florestas tropicais do Brasil estão sendo destruídas. Mais carbono é absorvido naquela floresta do que é emitido pelos Estados Unidos. Vou garantir que vários países se juntem e digam: ‘Aqui estão US$20 bilhões. Parem de destruir a floresta'”, declarou o candidato.A esquerda nacional e a classe trabalhadora não podem se enganar com a demagogia de Biden.

É preciso ter claro que Bolsonaro está no poder por intervenção direta do imperialismo, que atuou abertamente para derrubar a presidenta Dilma e impedir a eleição de Lula na disputa de 2018. Nas eleições americanas, o principal representante deste conjunto, que compreende os setores mais poderosos da burguesia, não é Trump mas o próprio Joe Biden. Nesse sentido, a devastação ecológica em escala inédita promovida pelo governo golpista de Bolsonaro não é de forma alguma estranha aos interesses reais do imperialismo.

Por outro lado, as duras condições de vida da população e a piora constante da situação da classe trabalhadora brasileira são uma consequência natural da ditadura a que o País está submetido, e que não tem outro objetivo além de atender com mais determinação os interesses do imperialismo, especialmente o norte-americano, que apoia Biden à Casa Branca.

Há que se ter clareza também de que a demagogia é parte intrínseca da política democrata, até mais do que os republicanos. Ainda, as denúncias de machismo são parte constante da campanha de agitação das nações imperialistas para atacar desde ativistas como Julian Assange a países atrasados, caso das nações do Oriente Médio, da Líbia de Muammar al-Gaddafi e, mais recentemente, o argumento aparece nas acusações contra o regime nacionalista da Bielorrúsia.

Na mesma linha, toda uma campanha em favor dos direitos humanos e das minorias foi massificada para justificar monstruosidades como as guerras contra o Iraque de Saddam Hussein e a antiga Iugoslávia, além de aparecer com frequência nos ataques a Cuba e ao governo nacionalista da Venezuela. O mesmo padrão se aplica à demagogia ambientalista e os objetivos políticos do imperialismo contra o Brasil.

Não é segredo que as nações de desenvolvimento capitalista adiantado gostariam de possuir um controle mais direto sobre a Amazônia, fonte de riquezas ainda desconhecidas pela ciência moderna. Tampouco é segredo que o gigantesco território nacional representa uma ameaça aos interesses das nações imperialistas para o subcontinente, que se pudessem, operariam uma balcanização da América do Sul e, especialmente do Brasil. Como nos casos citados acima, a demagogia ambientalista deve ser entendida como uma campanha para encobrir ameaças muito reais contra o País, que dado o grau de aprofundamento da crise capitalista, não descarta sequer uma invasão militar contra o território nacional, algo que não pode ser tolerado em hipótese nenhuma, mesmo que na forma, pareça ser direcionada contra o ilegítimo Bolsonaro.

Está claro que a devastação do patrimônio ecológico nacional é um crime do regime político. Contudo, a Amazônia, o Pantanal e todos os biomas destruídos pela imposição dos interesses do latifúndio dizem respeito única e exclusivamente ao povo brasileiro. Por pior que seja a política de Bolsonaro, ela nem se compara ao que Biden e seu grupo político desejam para o Brasil, nada além de saquear o País, submeter os trabalhadores brasileiros à máxima exploração que conseguirem impor ao amplo conjunto da população.

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