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Na última terça-feira (27) o prefake de São Paulo, João Doria Jr., moveu uma peça na tentativa de distensionar a explosiva questão dos funcionários públicos municipais. Depois da violentíssima repressão contra os grevistas, ao que se seguiu uma aumento na dimensão das manifestações – sobretudo por parte dos professores em greve –  o prefeito veio a público apresentar uma proposta mais branda de destruição da Previdência. Anunciou que recuaria em relação à alíquota extra, mantendo, contudo, o aumento da contribuição previdenciária.

Antes da abertura da sessão que definiria se a nova proposta seria aprovada, os próprios vereadores do PSDB admitiram, segundo reportagem veiculada pelo G1, que estariam sofrendo ameaças para que votassem a favor da medida.

Doria, ardiloso como sempre, ameaçou pessoalmente a população – em vídeo ao SP2 – dizendo que as obras do governo, a manutenção da cidade e até a merenda escolar estariam correndo risco caso o município não se desafogasse da obrigação do pagamento da previdência. Encaminhou o discurso para poder dizer, no futuro, que a miséria dos paulistanos é culpa de seus aposentados. Disse, ainda, que já havia conseguido votos suficientes para passar a versão atenuada da medida.

Durante todo o dia, milhares de manifestantes se concentraram nas portas da Câmara Municipal para protestar contra o prefeito entreguista e pressionar os vereadores para que não aprovassem o pacote.

Felizmente, depois de todo o circo montado, o embuste que se apoderou da prefeitura de São Paulo para usá-la como alavanca eleitoral sofreu mais uma derrota. No começo da noite, foi anunciado que o projeto sairia da pauta por 120 dias para melhor análise. O fato constituiu tão indisfarçavelmente uma derrota pessoal de João Doria que os próprios vereadores da base aliada comemoraram a retirada da pauta.

O prefeito marionete, que se dizia grande gestor mas mostrou-se ineficiente até para doar a cidade aos seus amigos saqueadores, amargou mais uma derrota. O seu discurso anti-comunista, abertamente defensor do golpe e do imperialismo, vem encontrando um obstáculo cada vez maior na polarização política nacional.

A luta contra o desmonte da Previdência não terminou em São Paulo, como não terminou no Brasil e depende da derrota do próprio golpe de Estado para que recue de fato. Contudo, já é possível riscar mais essa significativa vitória no lombo burguês de Doria, aquele que já é popularmente conhecido como o pior prefeito que São Paulo já teve.

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