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Cuba Márcia Choueri

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Sempre amigo do povo

Jean-Paul Marat, o “amigo do povo”

Revolucionário jacobino, Jean-Paul Marat atacou os mais influentes e poderosos grupos na França, quase foi preso por suas críticas e sempre demonstrou estar com o povo trabalhador.

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Pintura a óleo de Jean-Paul Marat. – Foto: Reprodução

Médico, filósofo, teorista político e cientista, Jean-Paul Marat foi uma das principais vozes do povo jacobino na Revolução Francesa. Nascido em 1743, Marat ficou conhecido por ser um jornalista radical e político, tendo seu trabalho marcado por seu caráter impetuoso e postura descompromissada diante do novo governo.

Marat defendeu tese de doutorado, o “Ensaio Filosófico sobre o Homem”, onde atacou as ideias de Claude-Adrien Helvetius (1715-1771) contrárias à necessidade do conhecimento científico para quem fosse filósofo .

Em 1780 lançou seu Plan de Législation Criminelle (Plano de Legislação Criminal), considerado subversivo pelo governo. No ano seguinte, quando tentou ingressar na Academia de Ciências foi impedido por Lavoisier.

Em 1789, durante a Revolução Francesa, fundou o jornal L’Ami du Peuple (O Amigo do Povo), onde se revelava defensor das causas populares e defendia perseguições aos grupos políticos mais moderados, acusando-os de conspiração contra a revolução.

Em seu jornal, Marat atacou os mais influentes e poderosos grupos na França, incluindo a Assembleia Constituinte, onde havia colocado sua fé, mas que foi perdida com os desdobramentos que foram acontecendo. Também criticou ministros, e a Cour du Châtelet.

Em janeiro de 1790, ele se mudou para a seção dos radicais Cordeliers, em seguida, sob a liderança do esperançoso advogado Georges Danton, e quase foi preso por sua campanha agressiva contra o Marquês de La Fayette, e foi forçado a fugir para Londres, onde ele escreveu sua Denonciation contre Necker (“Denúncia de Jacques Necker”) um ataque ao popular Ministro de Finanças de Luís XVI. Em maio, voltou a Paris para continuar a publicação do L’Ami du peuple, e atacou muitos dos quais acusava de ser “muito moderados”. Temendo represálias, Marat foi forçado a esconder-se nas Catacumbas, onde contraiu uma debilitante doença crônica da pele (Dermatite herpetiforme).

Não apenas por conta do nome do jornal, Marat foi considerado o amigo do povo. Sua persistente perseguição, voz consistente e ódio aos grupos mais moderados o fizeram conquistar a admiração do povo e fizeram-no a principal ponte entre eles e o grupo radical Jacobino.

Apesar de não ser filiado a partidos políticos, Marat foi eleito para a Convenção Nacional, em setembro de 1792 para representar o povo da França e após a declaração da república francesa o jornalista revolucionário parou de imprimir seu jornal L’ami du peuple, e começou o Journal de la république française (“Diário da República Francesa”). Em seu novo jornal, Marat criticava muitas das figuras políticas da França, e se tornou impopular com seus colegas da Convenção.

No primeiro semestre de 1793, Marat lutou amargamente contra os Girondinos, pois para o revolucionário, eles serem inimigos encobertos do republicanismo. Marat perdeu no primeiro embate contra os Girondinos, quando a Convenção o ordenou a ser julgado perante o Tribunal Revolucionário. Absolvido, Marat voltou para a convenção com um maior perfil público e considerável apoio popular.

Em 1793, Charlotte Corday, a filha de um aristocrata empobrecido e aliado dos girondinos na Normandia, passou a ver Marat como o demoníaco inimigo da França, tramando seu assassinato. Deixando sua cidade natal de Caen rumou a Paris com o objetivo de matar Marat na parada do 4º aniversário do Dia da Bastilha, em 14 de julho.

Com o cancelamento das festividades, Charlotte alterou seus planos e na manhã do dia 13 de julho dirigiu-se ao Palais-Royal, onde comprou uma faca, foi à casa de Marat, onde não conseguiu ser recebida. Como forma de atraí-lo, ela escreveu uma carta onde afirmava ter importantes revelações a fazer sobre a insurreição federalista.

Na noite do mesmo dia, Charlotte Corday voltou à casa de Marat e novamente ao não conseguir ser recebida, pelo jornalista, criou um pequeno tumulto que o atraiu, deixando-a entrar. Marat, por conta de sua doença de pele, trabalhava costumeiramente em sua banheira. Ao vê-lo, Corday sacou a faca escondida em sua roupa íntima e o apunhalou no peito, o que o levou a óbito poucas horas depois.

Jean-Paul Marat mostrou para o mundo através da sua luta, a importância da defesa de uma política revolucionária firme e imponente contra a monarquia e contra os inimigos do povo, lutando sempre por conquistas coletivas e utilizando como principal arma as liberdades de expressão e de imprensa, por onde difundiu seus ideais e denunciou os inimigos do povo.

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