Situação de calamidade pública
Um frigorífico do grupo JBS/Friboi, em São Miguel do Guaporé, no interior de Rondônia chegou a ter mais de 60% dos casos confirmados de covid-19 do município
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jbs - 25-10-2017
Mesas de produção em frigorífico | Foto: Reprodução

A Central Única do Trabalhadores (CUT), do Rio Grande do Sul, na última quarta-feira (6) publicou um artigo do Intercept retratando a situação dos frigoríficos daquele estado e de Santa Catarina. O artigo retrata a situação dos trabalhadores em fábricas do grupo JBS/Friboi.

Esse grupo é conhecido em todo o país como o campeão em acidentes e doenças do trabalho e, por desrespeitar toda e qualquer Norma Regulamentadora que ainda existe no país em relação às condições de trabalho e saúde.

As fábricas desse grupo foram das primeiras a serem denunciadas, apesar de haver um acordo com o governo golpista do fascista Bolsonaro e sua trupe, como o golpista, banqueiro, neoliberal e ministro da economia Paulo Guedes, a latifundiária, também golpista e ministra da agricultura, Tereza Cristina e, todos os governos e prefeitos, todos os donos de frigoríficos, em especial, onde exista um frigorífico ou centro de distribuição que leva o nome do grupo JBS, para ocultar suas atitudes genocidas que ocorrem de norte a sul do país.

A situação é tão evidente que, a justiça, quando algum representante dos trabalhadores consegue uma interdição, ou mesmo o próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) logo em seguida é derrubada a liminar que havia interditado o frigorífico. É um jogo casado entre os patrões e seus governo, bem como o seu braço direito que é aa “Justiça”.

O artigo que denuncia a situação em que os trabalhadores têm que trabalhar, diante do risco do contágio pelo coronavírus, diz o seguinte: “tivemos acesso com exclusividade a relatórios da fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) e há relatos de trabalhadores que mostram como a multinacional prefere economizar nos equipamentos de proteção individual, os EPI’s, a resguardar a saúde de seus funcionários”.

As mascaras são descartáveis, ou seja, quando encharcadas, danificadas devem ser imediatamente trocadas e, os funcionários exercem suas atividades em local de ambiente frio, com temperaturas que chegam a ser de 30º, 40º, 50º, ou menos, além de ser muito úmido, porem, esses trabalhadores são obrigados a utilizar essas máscaras par cinco dias.

No artigo é relatado, ainda, que são orientados a guardar as máscaras molhadas em sacos plásticos, deixá-las dentro dos armários individuais e reutilizá-las no dia seguinte. A própria empresa admitiu em 20 de julho, em ofício aos auditores-fiscais do Trabalho de Santa Catarina, que a troca ocorre apenas uma vez por semana.

Os gerentes, chefes, os carrascos dos patrões do grupo JBS/Friboi obrigam os trabalhadores a usarem as máscaras, mesmo muito molhadas, rasgadas, sujas, durante a semana inteira, uma vez que se mexe com carne, a máscara fica totalmente engordurada, ou seja, um prato cheio para o alojamento do coronavírus. Se insistir é capaz de levar gancho.

A máscara é apenas um das várias irregularidades existentes e que, inclusive é alvo constante de relatos pelo MPT, entre elas, a falta de busca ativa e monitoramento de casos de COVID-19 e o fato de que funcionários infectados com COVID-19 seguiam trabalhando normalmente, não aceitação de atestados, etc.

O nível de trabalhadores infectados passa de 60%

Segundo o pesquisador do Ipea Ernesto Galindo, ao sobrepor dados da incidência de covid-19 no setor e em municípios, percebe-se que em muitos lugares os frigoríficos são responsáveis por até dois terços no número de casos da doença. Uma unidade da JBS em São Miguel do Guaporé, no interior de Rondônia, por exemplo, chegou a ter 60% dos casos confirmados de covid-19 do município.

Apesar de haver, somente nos frigoríficos do grupo JBS/Friboi, milhares de operários infectados, o grupo não faz nenhum acordo e não resolve os problemas, deixando os trabalhadores, bem como seus familiares a sua própria sorte. Enquanto não são capazes de, entre outras coisas, fornecerem máscaras para os trabalhadores, agraciam os governadores e prefeitos para tentar tapar o sol com a peneira e, enquanto um contingente enorme de trabalhadores é contaminado, como já foi relatado em artigos deste Diário.

Diante dessa situação, esses governantes falam que, se os frigoríficos não funcionarem, a população ficará sem alimento, como se estivessem muito preocupados com a população que, diga-se de passagem, estão morrendo feito moscas em cada estado e municípios espalhados por todo o país.

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