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Tendo o título de campeã em acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, a JBS/Friboi é uma das empresas que ignoram até a própria justiça do trabalho que, quando vez por outra – para disfarçar seu caráter patronal –  acaba dando ganho de causa a um trabalhador que recorre em defesa de seus direitos, mesmo reduzindo ao máximo o valor da indenização.
O caso de Samambaia, em Brasília, Distrito Federal, que na madrugada de 30 de agosto de 2017, na fábrica da Seara, onde o funcionário José Eudes Ferreira, morreu, preso por um dos braços e pela cabeça em uma máquina de fabricação de salsichas, quando estava realizando a higienização da máquina,  é mais um dos inúmeros casos em que os donos do grupo JBS/Friboi se negam, em negociações a indenizar os familiares do falecido funcionário.
Na ação trabalhista que corre em primeira instância em Brasília, os familiares de Eudes cobram uma indenização por danos morais e materiais. O valor reivindicado é mantido em sigilo pelas duas partes. Em duas audiências na Justiça, o grupo não fez qualquer proposta aos familiares da vítima.
Sônia reclama que a família recebeu da empresa apenas o auxílio-funeral, uma ajuda de custo no valor miserável de R$ 10 mil e seis sessões em grupo de psicoterapia. Além da viúva e do filho pequeno, Eudes deixou pai, mãe e outros três filhos (de 29, 24 e 18 anos).
Lembra, ainda que o marido já tinha advertido seus superiores de que quase havia sido sugado pela mesma máquina que lhe tirou a vida. “Ele já havia sofrido um pequeno acidente duas semanas antes na mesma máquina. Ele alertou que ela estava com sujeira, deixando muita pele. Mas não resolveram. Foram negligentes”, reclama a diarista.
A JBS tem um número alarmante de processos trabalhistas entre os frigoríficos. Segundo dados do Ministério da Previdência Social (MTPS), “o grupo responde a 34 mil ações judiciais. Desses, quase 2,7 mil por acidentes de trabalho no intervalo de três anos. Foram registrados pelo menos seis casos de morte” (Congresso Em Foco, 17/02/2018).
Como sempre, diante dos questionamentos realizados sobre as condições dos trabalhadores em relação às péssimas condições dentro das suas fábricas, o grupo JBS/Friboi sempre tem responde, com algumas variações, da seguinte forma:
“A JBS informa que, como uma das maiores empresas empregadoras no Brasil, a segurança de seus colaboradores é prioridade em todas as suas operações e mantém um programa permanente de melhoria das condições de trabalho dos seus mais de 120 mil colaboradores no país. Somente no ano passado a empresa investiu mais de R$ 225 milhões em melhorias de segurança. A empresa investe também no treinamento das suas equipes e possui mais de 1000 profissionais dedicados às áreas de Saúde e Segurança do Trabalho. A JBS informa que em caso de eventuais incidentes, tem como política prestar toda assistência necessária aos seus colaboradores e familiares. A JBS informa ainda que, em relação ao caso citado, lamenta profundamente o ocorrido e continua acompanhando de perto o processo que se encontra em andamento junto às autoridades competentes” (Congresso Em Foco, 17/02/2018).
Para se justificar do tratamento escravo em busca de aumentar cada vez mais seus vultosos lucros, os donos do grupo JBS/Friboi agem sempre e cinicamente quando questionados sobre a suas atitudes escravagistas.

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