O cinismo a toda prova
A contribuição dos donos do grupo JBS/Friboi para o aumento dos acidentes, do contágio do coronavírus no país, bem como, para o desmatamento é descomunal
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Marca do grupo em entrada de frigorifico
Marca do grupo na entrada de um frigorífico | Foto: Reprodução

Os patrões têm como principal objetivo a obtenção do lucro de suas empresas por meio do suor de seus funcionários, inclusive nas piores condições possíveis e imagináveis. No Brasil, o setor industrial de frigoríficos é, de longe, um dos maiores representantes dessa situação, eles procuram retornar ao período colonial, ao fazer seus funcionários de escravos. Vivem e atuam com latifundiários que se utilizam de terras que a eles não pertencem, como as reservas indígenas, por exemplo, mas também terras do próprio governo. Para esses escravocratas só há uma lei, que são eles próprios.

Um espelho dessa situação é o grupo JBS/Friboi, embora não seja o único.

Os patrões do JBS chamam de “colaboradores” os funcionários escravizados de suas empresas que sofrem cotidianamente com as péssimas condições de trabalho, mas nunca procuram resolver os problemas e, fazem de tudo para esconder as inúmeras sequelas devido aos acidentes e doenças profissionais, não fornecendo o Comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT).

O desmatamento ilegal e a compra de gado dessas terras

Em um artigo do Repórter Brasil da última segunda-feira (27/7) foi denunciado que “uma fazenda no Mato Grosso, multada em R$2,2 milhões pelo Ibama por desmatamento ilegal, teria usado os serviços de transporte da JBS para transferir gado para outra propriedade “ficha-limpa”, que depois abastecia os frigoríficos da empresa — prática que é conhecida como ‘triangulação do gado’. Uma investigação conjunta do Repórter Brasil, The Bureau of Investigative Journalism e do jornal britânico The Guardian encontrou evidências de que os bovinos criados na fazenda com área embargada, onde a pecuária não é permitida, tiveram como destino outra propriedade do mesmo dono, a qual, por sua vez, vendeu gado a dois abatedouros da JBS. Essa ocorrência se deu mesmo o grupo JBS tendo se comprometido a não ter clientes desmatadores.

“A JBS não pode continuar se escondendo detrás da desculpa de que as informações de seus fornecedores indiretos não estão disponíveis ou são muito complexas”, diz Richard Pearshouse, diretor de Crises e Meio Ambiente da Anistia Internacional. “Essa nova investigação mostra que a JBS conhece alguns de seus fornecedores indiretos — seus próprios caminhões estão visitando essas fazendas para transportar gado. A JBS está ciente desses problemas desde pelo menos 2009, mas ainda não possui um sistema eficaz para impedir que o gado de pasto ilegal entre em sua cadeia produtiva”… (Reporter Brasil – 27/07/2020)

A pandemia de coronavírus nos frigoríficos do JBS/Friboi

De norte a sul do país, onde quer que haja um frigorífico do grupo, dentre os mais de 100, há trabalhadores contaminados. Vários desses frigoríficos foram interditados; no Rio Grande do Sul, por exemplo, um único, o de Passo Fundo, sofreu interdição por três vezes. A imprensa, apesar do esforçar-se por não condenar patrões, governadores e prefeitos, acabou por divulgar, aqui e ali, a situação da empresa em alguns Estados. A atitude genocida desses patrões é ate difícil de dimensionar. São centenas de milhares de trabalhadores expostos à negligência dos donos do JBS/Friboi. Isso, sem falar dos incontáveis acidentes diários devido às péssimas condições, onde os trabalhadores são lesionados e até morrem por causa de lesões.

O Cinismo dos donos escravocratas do grupo JBS

Para elevar o lucro, os patrões do grupo JBS/Friboi se utilizam de diversos expedientes tendo sempre uma desculpa esfarrapada quando questionados sobre as atrocidades que cometem. O caso dos negócios envolvendo desmatamento é o seguinte: “A empresa esclarece que o serviço de logística e transporte fornecido e executado, de forma independente, deve atender às mesmas políticas de sustentabilidade da empresa, incluindo o bloqueio das fazendas que não estejam em conformidade com essas políticas.”

No caso dos acidentes: “Presamos pelas condições de trabalho de nosso ‘colaboradores’, procuramos adequar nossas instalações para que haja o melhor desempenho em nossas instalações…”

No caso do contágio do coronavírus nas industrias do grupo JBS/Friboi, mesmo com um contingente de trabalhadores de 40% em uma de suas empresas, no Rio Grande do Sul, por exemplo o grupo se manifesta da seguinte maneira: “A JBS vem adotando medidas para garantir a saúde, o bem-estar e a segurança de todos os seus colaboradores, fornecedores e clientes”, o que não passa de cinismo.

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