JBS/Friboi: 65 anos escravizando os trabalhadores

Neste ano, são completados 65 anos da JBS/Friboi, antes denominada somente Friboi. Os mais de cem mil trabalhadores que produziram um patrimônio de mais de cinquenta bilhões desta empresa são tratados como verdadeiros escravos.

Não existe uma única fábrica do grupo JBS/Friboi onde não ocorram acidentes diários, bem como, diversas doenças, por conta das péssimas condições de trabalho, falta de proteção nos maquinários e ausência de manutenção, equipamentos de proteção e segurança.

A lista de acidentes fatais é grande. Somente neste ano já ocorreram vários, tais como o do jovem trabalhador, triturado no moedor de carne, na fábrica do Seara alimentos, em samambaia, bairro de Brasília, Distrito Federal; dois casos no Mato Grosso do Sul, Nova Andradina e Sidrolândia: no primeiro, uma porta caiu sobre um trabalhador que foi socorrido, mas ao chegar ao hospital, veio a falecer, e no segundo caso não houve nem a possibilidade de socorro do operário, pois o baú de uma carreta tombou e o esmagou na cabine de outro caminhão.

Os trabalhadores, em sua grande maioria trabalham com dores pelo corpo. No Big frango, em Rolândia, cidade do Paraná, mais de 85% dos trabalhadores sofrem com dores em várias partes do corpo. O frigorifico já foi interditado em virtude das mais de quarenta e cinco irregularidades lá existentes.

Em São Paulo, no município de Osasco, os trabalhadores igualmente são desrespeitados; no Frigorífico Seara Alimentos, os funcionários são vigiados dia e noite, há câmeras por todos os cantos, os acidentes e doenças, também são rotineiros, não se respeita a capacidade física dos operários que têm que carregarem os pallets com bloco de carne de 25 quilogramas cada até completar 800 quilogramas, tendo que completar, durante o dia 30 pallets, o que é feito por apenas duas pessoas.

Apesar do frio que os trabalhadores têm que suportar, com temperatura chegando a 50 graus abaixo de zero, os patrões do grupo JBS/Friboi ignoram completamente a legislação quanto à questão da insalubridade, o intervalo térmico estipulado pela consolidação das Leis do trabalho (CLT).

A JBS Foods Macedo São José, em Santa Catarina, na grande Florianópolis, mesmo com a decisão da Desembargadora Viviane Colucci de conceder liminar ao Ministério Público do Trabalho contra, alertando os patrões de que o descumprimento acarreta em multa de R$ 50.000,00 ao mês por cada item descomprido, num total de 22, continua atuando irregularmente, como se não lhes dissessem respeito.

É desta forma que a burguesia que financiou o golpe trata seus funcionários. Por isso é importante lutar contra o regime golpista, pois senão a exploração dos trabalhadores só irá aumentar.