Jaques Wagner se adapta ao golpe: “tem plano B sim, lançar o vice do Ciro”

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Encabeçando um dos setores do PT que quer “virar a página do golpe”, Jaques Wagner, ex-ministro e ex-governador da Bahia, disse nesta semana que o partido pode aceitar ser vice do “abutre” Ciro Gomes, e ainda defendeu um “diálogo” com Joaquim Barbosa, o candidato do golpista PSB.

Segundo Wagner, a prisao de Lula “dificulta” a aceitação de outras alternativas para as eleições no PT. Não poderia ser diferente, já que Lula é preso político e continua sendo a maior liderança popular do Brasil. Não existe nenhum outro setor da esquerda que faça sombra ao que o ex-presidente representa para os trabalhadores brasileiros.

O ex-governador ainda cometeu o disparate de dizer que estava na hora de “ceder”, pois não seria bom para a “democracia” que o PT ficasse mais tempo no poder. Ou seja, em um momento no qual todos os trabalhadores sofrem com um golpe de Estado brutal, e o próprio PT se vê perseguido e na mira da direita, Jaques Wagner acha que Lula não ser candidato seria “democrático”.

Essas declarações, que beiram o absurdo, explicitam como existe todo um setor direitista dentro do próprio PT que quer “esquecer” o golpe e seguir em frente com sua política eleitoreira. É de se esperar que setores oportunistas tentem abandonar Lula e a luta contra o golpe para “seguir em frente”. O único porém é que, em todos os outros países da América Latina onde houve golpe e foram realizadas eleições, esse tipo de manobra oportunista, ignorando a investida da direita imperialista, resultou em verdadeiras catástrofes para os setores populares.

É preciso desmoralizar e ignorar esses setores direitistas, até mesmo dentro dos próprios partidos de esquerda, e seguir lutando contra o golpe e pedindo a liberdade para Lula. O que existe não é um problema meramente eleitoral, mas sim uma batalha de vida ou morte entre os trabalhadores e a burguesia. Ignorar, seja por oportunismo ou inocência, essa situação é um erro político gigantesco.