Capitalismo em crise
O governo japonês já injetou cerca de 1 trilhão de euros em sua economia, o que se converte para 6.273.400.387.000 reais, ou 1.092.375.000.000 dólares.
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Japão em 2017. Imagem: Andre Portilho. |

Segundo o governo japonês, entre janeiro e março de 2020, o Japão sofreu mais uma contração em seu PIB. Ademais, prevê-se uma queda de 22% em sua economia nos períodos de abril e junho. Caso isso se concretize, seria uma das maiores quedas já sofridas pela economia japonesa, digna de nota histórica.

Desde outubro do ano passado, instituiu-se um aumento nos impostos sobre transações financeiras de 8 para 10%. Por conseguinte, observou-se diminuição considerável no consumo, que se agravou devido à crise de saúde. Ademais, as exportações caíram um total de 6% entre janeiro e março, intensificando ainda mais a crise.

Vale lembrar que a crise do coronavírus não impactou o país de forma considerável. Enquanto o resto do mundo se encontra em total caos, com o número de infectados e mortos subindo de forma exponencial, o Japão demonstra controle da situação. Só foi decretado estado de quarentena depois de 82 dias desde o relato do primeiro caso no território japonês, ação não observada em nenhum outro lugar. As autoridades afirmam que essa demora se justifica pela falta de força contida na legislação japonesa. Todavia, pode-se ler a situação como mais uma tentativa da burguesia de controlar as suas perdas financeiras, ainda mais em meio a uma crise econômica ferrenha. Afinal de contas, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe (PLD), possui um caráter governamental extremamente conservador e populista.

À luz da fraca crise de saúde aferida no Japão, cabe a seguinte reflexão: ao redor do mundo, usa-se como pretexto da crescente crise econômica a pandemia do coronavírus. Entretanto, o que explicaria tal instabilidade no Japão? Afinal, não é à toa que a terceira maior economia do mundo, com um dos polos industrial e tecnológico mais desenvolvidos de todos, sofre com uma crise dessas. A resposta só pode ser uma. O capitalismo se encontra em uma crise nunca antes vista, maior até do que a famosa crise de 1929, com a quebra da bolsa de Nova York. Todavia, o imperialismo utiliza a atual pandemia para tentar mascarar esses sintomas. Tenta esconder que o capitalismo, em seu atual estágio, é simplesmente insustentável. É um sistema decadente e doentio, fadado à hecatombe.

Em meio a toda essa situação, o governo japonês já injetou cerca de 1 trilhão de euros em sua economia, o que se converte para 6.273.400.387.000 reais, ou 1.092.375.000.000 dólares. Para colocar em perspectiva, esse valor corresponde a 58,44% do PIB do Brasil.

Deve ficar bem claro que esse tipo de auxílio não representa uma medida efetiva para conter a crise econômica do Japão. Basta observarmos o que está ocorrendo na Europa. Em 2009, para “solucionar” a crise da vez, a União Europeia investiu bilhões de euros em bancos e grandes empresas. Agora, anos depois de uma suposta recuperação, a nação europeia se vê em meio a outra crise. De fato não é uma coincidência. O governo europeu preferiu salvar as instituições capitalistas – que já estavam em estado terminal – a de fato resolver a sua crise. E é exatamente o mesmo que o governo japonês está fazendo, utilizando o dinheiro dos contribuintes fiscais para ressuscitar as mesmas instituições arcaicas.

Agora, mais do que nunca, é o momento para acabarmos de uma vez com todas com o Imperialismo e todos os seus representantes, que já reinam de forma crítica há décadas. A crise do coronavírus evidencia de forma clara o atual estado do sistema, que se sustenta em cima da exploração da classe operária. Todos os trabalhadores devem unir-se e lutar contra a manutenção da grande máquina do capital e, finalmente, instituir um verdadeiro governo operário.

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