Termômetro político
EUA, Equador, mobilizações se espalham pelo mundo e mostram o caminho para a classe operária
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Minneapolis-EUA arde em chamas, na mdrugada de 29/5, após Polícia assassinar George Floyd na rua | John Minchillo/ AP

No próximo dia 13, será realizado o ato nacional pelo “fora Bolsonaro” e todos os golpistas. O chamado é fruto da definição surgida na plenária nacional da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, junto com mais de 300 entidades, incluindo os partidos de esquerda (PCO, PT, PCdoB, Psol e UP), a CUT, o MST, a UNE e as principais organizações dos trabalhadores no país.

Após tomada essa decisão, nesta semana os EUA arderam em chamas e viu-se protestos, que se iniciaram em Minneapolis e se espalharam pelo país. No Equador, a mobilização voltou a tomar as ruas, numa mobilização contra o governo pró imperialista de Lenín Moreno. Em diversos outras partes do mundo, na Europa, no Oriente Médio, a população se mobiliza em atos menores ou maiores, mas casa vez mais presentes em mais lugares e mobilizando cada vez mais pessoas.

Esse salto na mobilização política no mundo todo também se expressa no Brasil, onde cada vez mais categorias de trabalhadores e setores populares passam a se mobilizar contra os ataques do governo golpista de Bolsonaro. Trabalhadores da saúde, professores, servidores, associações de moradores, conselhos populares nos bairros. Todas iniciativas que se inserem neste novo impulso de convulsão social, que procura se levantar contra a miséria e genocídio que ameaça a população neste momento.

Estes dados da situação política, o nível de radicalização no coração do capitalismo mundial, são um indicador de uma crescente mobilização no mundo todo. É um indicador de que toda a indignação popular está represada pela falta de ação das suas direções. No país, quase meio milhão de pessoas já foram infectadas e quase 30 mil já faleceram – em dados oficiais, ou seja, subnotificados.

No Brasil, por exemplo, a esquerda acaba de ingressar numa outra aliança com a direita, o chamado “Movimento Estamos Todos Juntos”. É mais uma iniciativa da chamada frente ampla, a aliança de setores da esquerda pequeno-burguesa com a direita. Baseada na ideia de que é preciso se aliar até mesmo com a burguesia e seus representantes no regime político (a direita), em nome de que são democráticos e estão “contra Bolsonaro”, esses setores da esquerda se colocam a reboque da direita e procuram levar todo o movimento operário e a população para a política da burguesia. Não poderia haver equívoco maior neste momento.

Contudo, as manifestações nos EUA e no Equador esclarecem, para a classe operária mundial, qual o caminho da sua emancipação na luta contra a burguesia, de que o genocídio causado pela política dos governos em relação a pandemia do coronavírus – centenas de milhares de pessoas já morreram no mundo todo, fruto de toda a degradação social e da crise capitalista – só pode ser resolvida através da mobilização geral dos explorados.

Logo, os exemplos dos EUA e do Equador expõem completamente as ilusões da esquerda, de que será através do acordo com a burguesia que a população resolverá seus problemas no capitalismo e na pandemia de coronavírus.

Neste sentido, o ato nacional reivindicando “fora Bolsonaro e todos os golpistas”, que ocorrerá no dia 13 de junho, é um chamado a agrupar todos os setores de luta dos explorados, apontando um caminho para a luta contra os golpistas e o imperialismo. Só através da mobilização será possível dar vazão à enorme indignação do povo brasileiro e organizá-lo para enfrentar seus algozes.

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