Em defesa de Bolsonaro
Os banqueiros e Bolsonaro são unha e carne, estão juntos no mesmo golpe contra os trabalhadores e a favor do imperialismo, não há a menor dúvida.
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Roberto Setúbal | Foto: Jeso Carneiro

O Estadão publicou uma matéria onde o entrevistado é Roberto Setubal, capitão da Itaú S.A, conglomerado que abrange empresas como o Banco Itaú-Unibanco, Duratex proprietária das marcas Deca, Hydra, Portinari e em aquisição da Liquigás, a Copagaz e a Alpargatas dona da Havaianas. 

O Alfredo Trajano, responsável pelo Magazine Luiza, faz parte do conselho do banco, e que ocorrerá a sucessão da direção do Banco Itaú até abril.

Tem como objetivo que em dez anos pretendem participar de mais 10 a 12 empresas com investimentos de longo prazo. Os valores de cada operação gira em torno de 1,5 e 2 bilhões de reais.

O entrevistado diz que a retomada do crescimento da economia será lenta e ocorrerá somente após a pandemia e com nível de desemprego ainda alto. E que o cenário internacional continua desfavorável e não ajudará.

A queda da taxa de juros (Selic) fez o banco mudar a forma de captação, passando para as de longo prazo com taxas menores. Declara que o Brasil precisa ser mais eficiente e menos corporativo para reduzir o impacto da crise. E que essa é a atitude das famílias controladoras do conglomerado, a saber, os Moreira Salles, Setúbal, Villela e Zahran.

Diz que o Brasil sairá da crise fragilizado (desindustrializado) com a dívida subindo e com pressão para aumentar os gastos (do governo). Relata que a grosso modo a economia está dividida em 25% no agronegócio, 15% na indústria e 60% no setor de serviços. ‘Neste setor se encontram os bancos’. Diz que a retomada será desigual entre os setores.

Diz que o Brasil é muito ineficiente e precisa reduzir impostos e fazer reformas…Cita algumas ilhas de eficiência, como o agronegócio, celulose e a empresa Weg de produtos de automação industrial eletroeletrônica.

Fala em captar recursos externos para obras de infraestrutura, como saneamento, estradas e aeroportos, já que lá fora a expectativa de retorno está baixa para os investidores. Como o setor industrial interno está muito ocioso, não há expectativa de investimentos e portanto defende uma “boa lei de saneamento”. Diz que o dinheiro virá, mas precisa ter “segurança jurídica”. grifos nossos.

Na pergunta sobre o impacto das crises nos bancos ele afirma que como vai ser uma crise longa, fizeram provisão adicional para a carteira de crédito e como prorrogaram os contratos não sabem se haverá muita inadimplência quando do vencimento dos contratos. Também venderam a Elekeiroz e fecharam a Itautec, além de investir mais em digitalização.

Os pontos da entrevista demonstram que a política econômica defendida pelo banco, melhor dizendo pelos bancos em geral, está alinhada com a atual política do governo fascista do Bolsonaro e do Guedes. Aumento de impostos para os trabalhadores e diminuição deles para as empresas (e bancos). E ainda apoiam as reformas de novo contra os trabalhadores e favorável ao capital.

Enquanto critica a eficiência do país, pede melhor administração dos recursos pelo estado, recorrendo a reformas em infraestrutura com investimentos vindos do exterior. Significa privatizar, entregando o saneamento básico, a água, estradas e aeroportos ao capital estrangeiro. 

Essa política leva ao aumento da desindustrialização do país, ao fechamento de outras tantas empresas de construção civil, máquinas e equipamentos, etc. e a entrega das matérias primas e agronegócios a preços muito baratos para a exportação.

Como disse na entrevista, o banco destinou recursos extras para ser emprestado aos clientes, mas como noticiado neste jornal, aqueles 1,2 trilhões de reais destinados aos bancos não foram emprestados aos clientes, estão sendo emprestados ao estado, que tem aumentado sua dívida até mesmo com os 1,2 trilhões destinados aos bancos. E ainda não atrasam o pagamento.

Enquanto isso, os trabalhadores recebem apenas os míseros 600 reais, tendo que fazer malabarismos para poder ter acesso. Milhões não conseguiram receber essa esmola por problemas de cadastro, de acesso a internet, filas gigantescas nos bancos e correndo riscos maiores com a pandemia.

O que se assiste é que a saúde financeira dos bancos e grandes empresas vai muito bem, ao passo que a dos trabalhadores vai de mal a pior e se aprofundando. E o estado burguês faz de tudo para salvar a economia, o capital, e deixa à míngua e ao relento toda a classe trabalhadora. Pouco se importa que centenas morrem a cada dia, e que já foram dizimadas cerca de 140 mil vidas e estamos com os números em crescimento ainda, e sem previsão de retrocesso.

O destino traçado para a classe trabalhadora é o de morte extrema, por vírus, de fome e miséria, sem casa para morar e sem atendimento médico. Das duas uma, ou os trabalhadores se levantam em defesa de sua própria vida, ou morrerão nas ruas sem salvação. Se não derrubarem esse estado nefasto de fome e miséria, as consequências serão desastrosas. 

Apesar desse quadro, as lideranças dos trabalhadores estão aquarteladas em suas residências, provavelmente debaixo da cama, enquanto seus representados morrem no trabalho, de fome, ou de vírus, sem chance de se defender, apesar de estarem nas ruas gritando Fora Bolsonaro e todos os golpistas e pela liberdade total de Lula.

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