Mais ditadura no banco Itaú
Direção Golpista do Banco Itaú obriga trabalhadores a realizarem horas extras

Por: Redação do Diário Causa Operária

Da redação – Desta vez a ditadura está acontecendo no Centro Empresarial do Aço, edifício comercial próximo à matriz do Itaú, localizado na zona sul da capital paulista, onde abriga cerca de 500 funcionários.

Os trabalhadores das dependências do edifício denunciam a política de pressão e terrorismo contra a categoria para que a mesma cumpra jornada de trabalho com horas extras. As denúncias partem dos bancários lotados no Edifício do Aço quando o banco, em fevereiro deste ano, anunciou que os bancários estariam obrigados a realizar horas extras e, através de mensagens nos emails deveriam cumprir as metas exigidas em planilhas onde informa horários de atendimento, intervalos e tempo de horas extras. Pior, estão sendo obrigados a realizar horas extras para executar tarefas pelas quais não foram contratados, como é o caso dos trabalhadores de call-center.

As ameaças feitas pela a direção da empresa chegam ao extremo da demissão do trabalhador. Segundo relatos dos próprios funcionários, o banco ameaça: aqueles que não estiverem satisfeitos devem pedir para sair.

A política de demissão em massa dos banqueiros está levando, literalmente, os bancários à loucura. No ano passado o Banco Itaú, através do famigerado Plano de Demissão “Voluntária” (PDV) jogou no olho da rua 7 mil trabalhadores, isso sem falar das dezenas de milhares de demissões que acontecem todos os anos, onde o banco substitui, parcialmente, os funcionários mais antigos, com um salário um pouco melhor, por novos funcionários com salários menores, o que vem acarretando o fechamento de milhares de postos de serviço.

E aí, não há dúvida que, com a falta de funcionários acarreta-se a sobrecarga de trabalho, que vem aliada com o assédio moral, o que gera as péssimas condições de trabalho e, consequentemente, o aumento do número de trabalhadores com adoecimento causado pelas condições de trabalho.

Além disso, os banqueiros já se preparam para se adaptar à MP da escravidão, editada pelo governo ilegítimo/fascista Bolsonaro, que, dentre outros pontos, ataca os direitos dos trabalhadores com o aumento da carga horária dos bancários para 8h diárias e estende o trabalho para os sábados.

A cada dia fica mais claro, para a classe trabalhadora, que somente a mobilização poderá barrar a ofensiva dos banqueiros golpistas contra a categoria. Os banqueiros, financiadores do golpe de estado, estão na ponta de lança da ofensiva da direita golpista contra os trabalhadores. É urgente barrar a política desses ataques à classe trabalhadora através dos seus métodos tradicionais de luta. Uma greve geral de toda a categoria, que tenha como um dos pontos principais barrar a política da direita reacionária que visa aumentar a exploração dos trabalhadores para manterem os seus super-lucros ano após ano; derrotar o representante dos banqueiros no governo federal: pelo Fora Bolsonaro e todos golpistas, Eleições gerais já.

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