Nas ruas
Alguns dos manifestantes mais exaltados foram até a frente do Hospital Sheba, palco da encenação teatral e demagógica em que Netanyahu foi vacinado contra o coronavírus
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Manifestantes mantém pressão nas ruas de Israel contra o regime pró-imperialista | Foto: Ben Cohen | Twitter

As vias públicas de acesso à residência do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foram novamente o palco para grandes manifestações de rua pedindo a sua renúncia do mais alto cargo do país.

Benjamin “Bibi” Netanyahu é um político israelense, que atua como primeiro-ministro desde 2009, tendo também servido na posição de 1996 a 1999. Netanyahu é membro do Knesset (parlamento) e líder do partido Likud. É o primeiro chefe de governo do país nascido em Israel após a declaração de independência em maio de 1948.

Os protestos chegaram a ser noticiados pela imprensa capitalista local que destacou a presença de manifestantes nas pontes e cruzamentos próximos da capital e em diversas partes de Israel.

Alguns dos manifestantes mais exaltados foram até a frente do Hospital Sheba, que fica perto de Tel Aviv. O local foi palco da encenação teatral demagógica de Netanyahu para receber uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech (respectivamente laboratórios dos EUA e Alemanha) contra o coronavírus.

O episódio mostra que o povo de Israel está farto da repressão empregada pelo governo de extrema-direita conduzido pelo fascista Netanyahu contra os israelenses e seus vizinhos palestinos. Bem como de todo o regime político apodrecido do país, que está imerso em uma crise sem precedentes e é forçado inclusive a realizar eleições sucessivamente na tentativa desesperada de resolver os impasses internos.

As eleições norte-americanas também trouxeram outro revés para Netanyahu com a perda de Trump, que tentava a reeleição. Deste modo o líder israelense perdeu seu principal aliado internacional. Esta mesma derrota, entretanto foi apenas uma derrota moral, já que o próprio Netanyahu disse recentemente que “Joe Biden é um grande amigo de Israel”.

Neste ponto, portanto, a política dos EUA com Biden para com Israel não será muito diferente da adotada por Trump; o que tende a intensificar as manifestações contrárias ao regime, uma vez que o povo israelense não suporta mais o fato do país ser um apêndice controlado pelo imperialismo norte-americano.

A crise política interna em Israel é tamanha que recentemente o ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, anunciara a criação de uma comissão governamental que irá investigar a compra de submarinos militares alemães da industrial ThyssenKrupp por cerca de 2 bilhões de dólares por parte de Israel. O caso envolve pessoas próximas ao primeiro-ministro, como o seu advogado pessoal David Shimron.

O ministro Gantz é líder do partido centrista “Azul-Branco” e o principal rival político de Netanyahu, que para governar teve que assinar um acordo de coalizão governamental com a oposição.

Na última campanha eleitoral legislativa para o Knesset, Benny Gantz chegara a acusar diretamente Netanyahu, que já é investigado em outros três casos, de ter se beneficiado com 16 milhões de Shekels (moeda local equivalente a 4,91 milhões de dólares) com a venda dos submarinos alemães.

As atuais manifestações em Israel pedindo a renúncia do primeiro-ministro, que é acusado de corrupção, já ocorrem praticamente todas as semanas, as mesmas são alvo de crítica do político, que alega estar sendo vítima de uma incitação da imprensa para “pisotear a democracia” do país, justamente aquilo que o governo fascista de Netanyahu faz conscientemente sob a proteção diplomática e bélica de seus aliados da OTAN.

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