Política genocida de Israel provoca mais uma crise na Palestina e divisão dentro do próprio imperialismo

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Ontem (14), o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, anunciou sua demissão do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A decisão de Lieberman foi anunciada após a proclamação de cessar-fogos tomada entre grupos palestinos e o Estado de Israel.

Desde segunda-feira, a região da Faixa de Gaza e a parte sul de Israel foram alvo de um intenso “conflito” entre os palestinos e Israel. Diante das provocações israelitas e da política de massacre contra o povo palestino, os árabes se revoltaram e decidiram lançar mísseis em direção às importantes cidades de Jerusalém e Tel Aviv, em Israel.

O “conflito” foi um dos mais violentos desde 2014, mas não foi uma luta entre iguais como é colocado na imprensa burguesa. Os palestinos, que vivem em guetos sendo massacrados pela política genocida do Estado de Israel, se revoltaram contra tal situação, ao que Israel usou o pretexto para reforçar sua política de agressões contra os palestinos.

A luta entre os dois é desigual. Israel conta com todo um aparato militar desenvolvido com armas de alta tecnologia, fornecidas pelo imperialismo norte-americano. Por isso, Israel mantém uma opressão profunda contra os palestinos.

Nesta situação, a revolta do Hamas contra o Estado sionista é totalmente legítima. É a luta de um povo explorado contra o imperialismo, e deve ser defendida por todos os setores da esquerda. Israel é um instrumento do imperialismo no Oriente Médio para explorar os povos árabes.

A decisão de renúncia de Avigdor Lieberman revela um divisão entre os setores mais moderados e mais radicais do imperialismo. Lieberman viu o cessar-fogo como uma “capitulação ao terrorismo”, deixando claro suas posições de extrema-direita com características nazistas.

O setores mais moderados apoiaram o cessar-fogo pois viram que os palestinos não estavam aceitando calados à repressão exercida por Israel no último final de semana. Os mais prejudicados foram os palestinos, obviamente, mas mesmo assim o fato de terem reagido com mísseis, causando um prejuízo grande para o Estado de Israel, deixou os sionistas preocupados com a situação.

A conjuntura no Oriente Médio continua tensa, entretanto os palestinos têm demonstrado tendência à reação. Desde março, centenas de palestinos morreram, e por isso diversos protestos já ocorreram na Faixa de Gaza.

Os problemas da região são culpa da política exercida pelo imperialismo por meio de Israel. É preciso defender o fim de Israel, um Estado criado artificialmente para oprimir os povos do Oriente Médio. Vale lembrar que antes de Israel, judeus e árabes viviam pacificamente na Palestina e em outros países árabes.