Israel é o principal suspeito
Diplomata libanês manifesta desconfiança em reunião da ONU
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Israel, França, EUA e o imperialismo de conjunto buscam intervir no Líbano para atacar o Hezbollah | Foto: Embaixada dos EUA em Jerusalém

Na segunda (28), em reunião da 45ª rodada de reuniões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) em Genebra, Suíça, o representante do Líbano, Ahmad Sweidan, manifestou a desconfiança de que Israel possa estar por trás da explosão do porto de Beirute (capital daquele país) ocorrida em agosto.

Sweidan declarou sobre a explosão que as “causas ainda são desconhecidas, mas não se pode descartar a hipótese de uma conspiração planejada do exterior; neste caso, o regime israelense estaria à frente dos acusados neste incidente” (Hispantv).

O porta-voz libanês ainda ressaltou que o Movimento de Resistência Islâmica do Líbano (Hezbollah) é parte legítima do povo do país e que o governo do Líbano está comprometido com o cumprimento da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, facilitando a missão das forças da ONU no país. Além disso, Sweidan denunciou Israel por violar a mesma resolução e enviar aviões de combate para atacar a Síria, invadindo o espaço aéreo libanês.

Ora, se um inimigo já tramou e operou diversas vezes contra você, como é o caso de Israel em relação ao Líbano, passa a ser uma questão de segurança prática desconfiar de que eventos anormais, principalmente se forem nocivos, possam estar relacionados a esse inimigo. Desconfiar não é ter certeza, mas deixar de desconfiar pode ser um sinal certo de ocultamento das ações daquele inimigo. É preciso lembrar que, na esteira da explosão, manifestações de rua muito suspeitas apareceram em Beirute nos dias que se seguiram, culpando uma suposta corrupção do governo libanês e o Hezbollah pelo ocorrido. Afinal, está mais do que provado que essa tem sido uma receita de desestabilização utilizada pelo imperialismo, a exemplo dos “protestos” coxinhas no Brasil que antecederam ao golpe de 2016.

Além disso, uma série de ações e “coincidências” suspeitas tentou pegar carona naquela destruição do porto, desde petição subserviente na Internet pedindo o retorno do governo colonial francês no país e visita com demagogia do presidente francês financista Macron como se mandasse no Líbano, até tentativa de imposição de “reformas econômicas” pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Pareceu até que havia uma ofensiva política e de propaganda preparada, que estava tudo engatilhado, esperando alguma tragédia como aquela acontecer… No período anterior à explosão houve troca de acusações entre representantes do FMI e do Hezbollah relacionadas à adoção das reformas citadas, nas quais os banqueiros imperialistas foram acusados de tentativa de interferir na política da região.

Além de matérias sobre o acontecimento e trazendo à tona estas especulações na época, a imprensa do PCO entrevistou a jornalista libanesa Chadia Kobeissi. Ela contou então que até opositores políticos do Hezbollah estavam certos de que a explosão do porto fora obra do governo israelense e que essa era uma opinião generalizada entre a classe política, se bem não fosse considerado conveniente no momento levar a desconfiança às últimas consequências e entrar numa guerra contra Israel. Chadia manifestou suas próprias suspeitas na entrevista, lembrando que havia muitos interesses econômicos e políticos na região e outras tentativas explícitas de prejudicar e/ ou derrubar o Hezbollah e o governo. A jornalista concluiu que “é muito difícil acreditar que isso tenha sido um acidente, que é uma coisa muito estranha”.

Concluindo, retornamos à matéria da HispanTV, que trouxe ainda a informação de que as declarações do diplomata Ahmad Sweidan foram defendidas pela chancelaria libanesa que, também na segunda, divulgou nota reiterando o direito de seu representante de rebater às afirmações intervencionistas do governo israelense a respeito do Líbano e sua resistência. A nota lembrou que Israel tem um longo histórico de violação de direitos humanos e cometimento de crimes internacionais, tanto no Líbano como em outros países árabes, bem como possui as armas mais avançadas e o arsenal nuclear. Diante do exposto, segue a nota, é dever da comunidade internacional ajuizar os autores desses crimes.

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