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Tensões continuam
Israel ataca a Síria e resistência deverá revidar contra bases dos EUA
Bombardeio na fronteira Síria-Iraque contra grupo pró-Irã se insere na crise desencadeada pelos EUA após o assassinato de Qassem Soleimani
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Tensões continuam
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Bombardeio na fronteira Síria-Iraque contra grupo pró-Irã se insere na crise desencadeada pelos EUA após o assassinato de Qassem Soleimani
Bombardeios foram realizados na madrugada desta sexta-feira. Foto: Reprodução/ Fars News
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Bombardeios foram realizados na madrugada desta sexta-feira. Foto: Reprodução/ Fars News

Da redação – Na madrugada desta sexta-feira (10), “aviões não identificados” bombardearam o leste da Síria, próximo à fronteira com o Iraque, causando a morte de oito combatentes das Unidades de Mobilização Popular do Iraque, grupo armado que luta contra a ocupação imperialista no país, e cujo líder, Abu Mahdi al-Muhandis, foi morto pelo ataque de drones norte-americanos uma semana atrás, juntamente com o general iraniano Qassem Soleimani.

De acordo com a rede de notícias libanesa al-Mayadeen, o ataque aéreo veio do Estado genocida de Israel. A primeira informação sobre os bombardeios foi veiculada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização ligada ao imperialismo com sede em Londres e de oposição ao governo de Bashar al-Assad.

O ataque foi realizado na região de Boukamal, onde, desde a última quarta-feira (08), três aldeias foram atingidas por bombardeios de drones “não identificados”. A coalização imperialista liderada pelos Estados Unidos que atua ilegalmente na Síria afirmou que não tem nenhuma ligação com o ataque de hoje.

Israel tem um amplo histórico de violações da soberania de países vizinhos, como Síria, Iraque, Líbano e o próprio Irã. A Síria, por exemplo, recebe praticamente a cada semana ataques aéreos de Tel-Aviv, enquanto que o Iraque também é bombardeado frequentemente pelas forças sionistas.

Segundo a agência iraniana Fars News, fontes próximas aos grupos da Frente de Resistência islâmica disseram que seus combatentes estão em alerta para um possível ataque direto dos Estados Unidos contra posições militares na fronteira e preparam uma resposta às ações criminosas do imperialismo.