Israel: após as eleições, ditadura de extrema-direita fica escancarada

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Com 97% das urnas apuradas, as eleições de Israel dão a vitória para o atual ministro israelense, Benjamin Netanyahu, principal expoente da extrema-direita fascista de Israel. Ele e seu partido, o LiKud, defendem uma verdadeira política de guerra contra os povos arábes, o que pode ser visto na prática nas sequentes agressões e massacres provocados pelo exército de Israel contra os povos palestinos.

De acordo com os índices eleitorais, Netanyahu aparece com 27% dos votos. Seu oponente, o ex-general Benny Grant, do partido Kavol Lavan aparece em segundo lugar com 26%. Apesar de ser apresentado como um candidato de centro, o opositor de Netanyahu, que é um militar, defende a mesma política de guerra contra os árabes do atual ministro.

Ao contrário do que a imprensa burguesa procura apresentar, as eleições em Israel revelaram a ditadura que existe no país. Um mês antes antes do pleito, o partido Balad, que representa os setores árabes que vivem em Israel, teve todas as suas candidaturas cassadas pela Comissão Eleitoral. O argumento era de que, segundo a Comissão eleitoral, composta por membros do atual regime fascista israelense, o partido Balad não reconheceria o caráter judeu do estado de Israel e teria vínculos com movimentos “terroristas”.

Uma verdadeira perseguição política. Nesse sentido, a reeleição de Netanyahu foi obra da fraude, da verdadeira ditadura contra os setores que se colocam contra o caráter genocida de Israel. É preciso que as organizações de esquerda do povo israelense, juntamente com os movimentos árabes se mobilizem para colocar abaixo essa verdadeira ditadura. É preciso exigir o fim do estado de Israel.