Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Há pouco menos que quatro anos, o ex-governador de Pernambuco, então presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato a presidente da República Eduardo Campos foi morto com a queda do avião em que viajava. De maneira muito oportuna para vários setores da burguesia, a morte de Eduardo Campos esfacelou o PSB, permitindo que uma ala mais direitista tomasse conta do partido.

A candidatura de Eduardo Campos, após sua morte, foi substituída pela candidatura de Marina Silva. Embora muitas vezes desprezada e ridicularizada pela própria imprensa golpista, Marina Silva se tornou, desde aquela época, um dos principais ícones da direita mais pró-imperialista: a direita defensora ferrenha da Operação Lava Jato.

Quedas de avião envolvendo políticos sempre são muito suspeitas. A morte do ministro Teori Zavascki, por exemplo, deu origem a uma série de teorias envolvendo setores da burguesia. A morte de Campos, ainda mais em um cenário que beneficiou a direita, não poderia ser vista com naturalidade.

Recentemente, o irmão de Eduardo Campos, Antônio Campos, protocolou uma petição apresentando suspeitas de que o avião em que estava o presidenciável teria sido sabotado. Apontando várias questões técnicas, Antônio Campos solicitou mais celeridade nas investigações e alegou que os dados levantados poderiam caracterizar uma situação de “sabotagem e homicídio culposo ou doloso”.

A petição de Antônio Campos, no entanto, não tem nada de comovente. Não se trata de alguém querendo solucionar a morte de seu irmão. A petição é o próprio resultado da crise gerada no PSB após sua morte. Como um típico político burguês, Antônio Campos age por interesses: após se frustar em um candidatura à prefeitura de Olinda, Antônio Campos brigou com Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, e se voltou contra parte significativa do PSB. Não é à toa, por exemplo, que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, a quem Antônio Campos faz oposição, fez questão de afirmar, recentemente, que não houve sabotagem no avião.

Deste modo, a petição não apresenta nenhuma novidade no caso da morte de Eduardo Campos, mas apenas demonstra que a crise do PSB após o golpe de Estado continua. Diante das contradições do golpe, os diversos setores da burguesia ainda não conseguiram chegar a um acordo de como deve ser o regime político, o que tem levado os partidos burgueses a se fracionarem. Por isso, a única alternativa real para a classe trabalhadora só pode ser a construção de um partido verdadeiramente operário, capaz de dar uma perspectiva de luta para os trabalhadores e de ir, até as últimas consequências, para o confronto com os golpistas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas