Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
naom_560f0c5942cc6
|

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, decidiu na tarde de hoje (19) conceder liminar que permite a liberdade de todos os presos em segunda instância, antes de se esgotarem todos os recursos de defesa. Com isso, o ex-presidente Lula poderá ser solto, conforme decisão do ministro.

Em declarações ao portal BuzzFeed News, minutos antes de sair do STF para o recesso de fim de ano, Mello afirmou que sua liminar só pode ser derrubada pelo colegiado da Casa, e não por um ministro individualmente, nem mesmo pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli.

“Acima de cada ministro está somente o colegiado. Do contrário aconteceria uma instabilidade indesejada para na Justiça”, comentou o ministro. “Seria o caso somente do colegiado. E que assim prevaleça o bom direito”, finalizou.

Ele também deu declaração ao portal G1, na qual enfatizou a inconstitucionalidade de uma possível derrubada de sua liminar. “Se o Supremo ainda for o Supremo, minha decisão tem que ser obedecida, a não ser que seja cassada.”

Ainda falou, novamente, que, se algum juiz não quiser acatar sua decisão, isso “vai ser um teste para a nossa democracia, para ver se as nossas instituições ainda são respeitadas”.

Como afirma Mello, sua decisão não pode ser desfeita por Toffoli. Entretanto, o presidente do STF é um fantoche daqueles que realmente mandam no País: os militares.

Até recentemente, o “assessor” de Toffoli na Corte era o general Fernando Azevedo e Silva, imposto pelos militares para ficar no cangote do ministro e, na prática, exercer o comando do STF, manipulando seu boneco de ventríloquo.

No dia 27 de outubro, Azevedo e Silva foi substituído na “assessoria” de Toffoli por outro general, Ajax Porto Pinheiro. Ou seja, ele continua e continuará como um pau-mandado das Forças Armadas. É bom lembrar que, desde que começou a ser controlado por generais, Toffoli defendeu os golpes de 1964 e de 2016.

Os militares foram parte fundamental do golpe que derrubou Dilma, articulando a votação dos parlamentares, e têm assumindo um poder cada vez maior no cenário político, com a possibilidade real de golpe militar.

Durante a greve dos caminhoneiros, estiveram a um passo de intervirem nacionalmente, implantando um verdadeiro regime militar.

Na própria prisão de Lula, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, notificou todo o País, ameaçando o povo brasileiro com um golpe militar caso o STF concedesse habeas corpus a Lula.

Portanto, os militares trabalharam para que Lula fosse preso e para que ele não fosse solto. Logicamente, ainda estão trabalhando para isso, e certamente neste momento estão discutindo o que farão. Ajax Porto Pinheiro, como controlador de Toffoli, poderá ser usado para que o ministro passe por cima da Constituição e derrube a liminar, impedindo que Lula seja libertado. Vendo em retrospectiva as atuações dos golpistas e do STF, essa possibilidade não pode ser descartada.

Por isso, acreditar nas instituições golpistas não é o caminho a ser seguido. Lula só será libertado com uma ampla pressão popular, com o povo nas ruas se mobilizando.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas