Governo do Irã denuncia: novas sanções de Trump são “ultrajantes” e “idiotas”

Iran Nuclear

O governo do Irã reagiu nesta terça-feira (25) às novas sanções dos EUA contra o país anunciadas essa semana. Na segunda-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas sanções atingindo diretamente o líder do regime político iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em rede nacional, o presidente Hassan Rouhani classificou as sanções contras Khamenei como “ultrajantes” e “idiotas”, e alertou que a conduta cautelosa, de “paciência estratégica” do Irã diante do assédio dos EUA, não significa medo.

Rouhani também apontou que as novas medidas da Casa Branca são indício de “retardo mental”, expressão já usada anteriormente pelo presidente iraniano para referir-se a medida do governo dos EUA. Além de Khamenei, figuras do alto escalão dos militares também foram sancionadas, e terão bloqueado o acesso a bens sob jurisdição dos EUA.

 

Cerco imperialista

Antes dessas sanções econômicas contra figuras específicas do governo e do Estado iranianos, os EUA já vinham impondo pesadas sanções ao país como um todo, penalizando toda a população. Todos os países que compram petróleo do Irã foram obrigados a interromper ou diminuir a compra, sob pena de sofrerem eles mesmos sanções dos EUA. É uma tentativa de isolar o Irã economicamente e asfixiar o país.

Além do cerco econômico, os EUA estão provocando o Irã militarmente. No dia 11 de junho o Pentágono culpou o Irã, sem nenhuma prova, por explosões que atingiram dois petroleiros no Golfo de Omã. Na semana passada, os EUA ameaçaram bombardear o país por causa de um drone norte-americano derrubado na região. Trump desistiu desse ataque criminoso no último momento.

Os ataques do imperialismo ao Irã são uma política criminosa, para submeter toda a região e saquear os recursos naturais do Oriente Médio, além de controlar militarmente uma região estratégica. Por outro lado, a agressividade recente contra o Irã revela também a crescente fragilidade do imperialismo em crise e de seu domínio. Como a derrota na Síria e o fiasco das ocupações no Iraque e no Afeganistão já expressavam.