Crise é cada vez maior
Apesar da campanha da imprensa burguesa em maquiar os problemas da política econômica de Bolsonaro, os dados atestam que a crise só se intensifica
O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério.
Guedes e Bolsonaro: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil |

As campanhas permanentes da imprensa burguesa em relação ao crescimento da Economia nacional mais uma vez se veem desmascaradas. Após o golpe de Estado de 2016 os índices de investimentos no país têm caído sistematicamente. Apesar disso, a burguesia insiste em maquiar a situação, alavancando a campanha de dados parciais que não se sustentam diante de qualquer análise mais profunda.

Segundo o Indicador Ipea Mensal de Formação de Capital Bruto, divulgado nessa segunda-feira, os investimentos em construção civil, máquinas e equipamentos registraram queda de 1% em novembro em comparação a outubro. Os dados mostram ainda que foi a segunda queda consecutiva. O mês de outubro em relação ao anterior já havia registrado queda de 2%. Esses levantamentos comprovam um avanço da desindustrialização do país, ainda mais se considerar que o setor de máquinas e equipamentos foi o de pior resultado, com queda de 4% em novembro.

Essa política de desindustrialização tem duas consequências básicas. A primeira é a manutenção dos níveis de desemprego e subempregos, uma vez que o trabalhador que não encontra postos nas fábricas se vê obrigado a optar pela informalidade para se manter. Como resultado o trabalhador vive uma insegurança diária, pela ausência de garantias de ganhos e, principalmente, na ausência de direitos trabalhistas.

A segunda consequência é uma questão econômica. A ausência de investimentos em setores industriais cria um déficit econômico de desenvolvimento a curto e médio prazo condenando o país à uma crise permanente. Para compensar essa política nefasta o governo privilegia o setor do agronegócio, retornando aos mecanismos econômicos coloniais. O país acaba então dependente da produção dos produtos agrícolas para balancear a entrada de mercadorias industrializadas necessárias ao consumo das massas.

Com o avanço da crise econômica a insatisfação dos trabalhadores tende a se intensificar. Enquanto isso a imprensa burguesa apresenta dados falsos a respeito do aumento das vendas no natal, além de um crescimento falseado pela política imperialista de desindustrialização. Sem considerar também a inflação no período, a imprensa capitalista continua sua campanha de apoio ao governo que insiste na política de terra arrasada.

O golpe se aprofunda com o governo fraudulento de Jair Bolsonaro, que tem como objetivo vender o Brasil a preço de banana. É preciso incentivar o povo inflamado à tomar as ruas a fim de derrubar o governo golpista para retomar a criação de empregos e reverter as perdas salariais.

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