Quem manda são os militares
Não mobilizar pela derrubada do atual governo é ser cúmplice da politica criminosa do governo fascista no qual os militares comandam o Executivo e intervém no Judiciário
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Ditadura Militar | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

a reportagem que trouxe à público nesta semana, a proposta do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro de intervir no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 22 de maio de 2020, divulgada em primeiro lugar pela revista Piauí, como relato de uma reunião ministerial, torna ainda mais evidente o caráter ditatorial do atual governo e que, de fato, estamos passando por um ditadura militar, na qual o Planalto está dominado por uma maioria de militares (presidente, vice, 10 de 22 ministros e mais de 3 mil militares em cargos de confiança) que decidem, acima de tudo e de todos sob o destino do País, encaminhando-o para um abismo.

Ministro do STF, Celso de Mello

A intenção do capitão fascista era, como foi revelada, enviar militares para destituir os 11 membros do STF, substituindo-os por militares, a pretexto de “restabelecer a autoridade do presidente, que, em sua visão, vinha sendo vilipendiada pela Suprema Corte”, diante do anuncio da decisão protocolar do ministro Celso de Mello (foto) encaminhar à Procuradoria-Geral da República, um posicionamento sobre o pedido de busca e apreensão do celular do presidente. O ministro apenas solicitava, em procedimento padrão, ao apadrinhado de Bolsonaro, Augusto Aras, para  desse seu parecer sobre o pedido, como – em geral –  acontece em toda denúncia ou pedido que envolva a presidência da República. Com tal rito, o ministro sequer  ameaçou apreender o celular do presidente, mas seguiu o devido processo legal.

A reportagem deixou claro que na reunião com mililitros militares, Bolsonaro tentou impor uma nova etapa do golpe, com a ocupação pelos militares de outros dos poderes da República. A solução encontrada na reunião, supostamente apontada pelo general Augusto Heleno Ribeiro Pereira (foto à direita), ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, conteve o

General Augusto Heleno Ribeiro Pereira

golpe explicito, mas não deixou de ser golpista e ditatorial.

O alto comando militar, estado maior da ditadura vigente, decidiu que ainda não era necessário – de imediato – esse golpe aberto, mas apenas um golpe virtual. Desta forma, o general Heleno, uma espécie de Golbery do atual governo militar,  divulgou uma carta ameaçando o STF caso o pedido de Celso de Mello fosse aprovado e, dez dias depois, o STF arquivou o processo, ou seja, foi feita a vontade soberana – no regime atual – dos militares, como já se deu em vários momentos de crise do atual regime golpista, como no caso da votação de um possível habeas corupus para o presidente Lula, que poderia garantir sua participação, por certo vitoriosa, nas eleições de 2018, quando junto com outros militares Heleno também ameaçou com golpe e pediu a ilegal “prisão perpetua” para o ex-presidente.

A submissão do STF, cujo presidente tem como assessor especial  um general, fica evidente quando se sabe que algumas semanas atrás o próprio ministro Celso de Mello, arquivou notícia-crime ajuizada por parlamentares contra o general ministro do GSI, em razão da nota golpista em que disse que eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro causaria “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

A ordem dos militares foi acatada, sem vacilações. O que tivemos foi, portanto, um golpe militar virtual.

Fica ainda mais claro que a situação nada tem a ver com a vigência de um supostos regime democrático que, setores golpistas e até da esquerda burguesa dizem querer preservar.

Evidencia-se a perigosa situação de que o presidente facista Bolsonaro queria aprofundar o caráter ditatorial do regime, com um golpe militar, com uma intervenção militar no STF que abriria as portas para uma intervenção militar em um conjunto de instituições que se opusessem à medida.

Não pode haver dúvidas que a esquerda está brincando com fogo, quando se soma – na frente ampla – aos setores que querem preservar Bolsonaro e o o seu governo militar que representa uma ameaça real e imediata a todo povo brasileiro como se vê nos mais de 100 mil mortos pela pandemia e situação geral de retrocesso nas condições de vida (recorde de fome, desemprego etc.) e na cassação permanente dos direitos democráticos do povo.

Enquanto esse setor busca manter Bolsonaro e até realizar uma pacto com ele (como proposto pelo PCdoB), Bolsonaro investe em um golpe, com apoio da direita tradicional, que já falou que não quer o seu impeachment.

Não mobilizar pela derrubada do atual governo é ser cúmplice dessa politica criminosa, é a esquerda pode se queimar e milhões de trabalhadores já estão pagando caro, mais de 100 mil deles com a própria vida, por esta política criminosa.

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