“Invadiu, vai desinvadir”: Alckmin defende latifundiários armados no campo

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Setores da esquerda nacional já defendem o voto em Geraldo Alckmin em um possível segundo turno entre Bolsonaro e o PSDB. De maneira aberrante, a esquerda pequeno-burguesa sustenta que uma “frente única pela democracia” poderia ser feita com os tucanos para derrotar o fascistoide carioca. Nada poderia ser mais equivocado.

Alckmin é o candidato do golpe de Estado – o candidato preferido pelo imperialismo, o candidato capaz de defender até as últimas consequências a exploração dos trabalhadores pelo capital. Sua vice é ninguém menos que Ana Amélia, que defendeu os fascistas que atentaram contra a vida do ex-presidente Lula. A candidatura de Alckmin é, oficialmente, a candidatura da tortura, do massacre e da ditadura da direita sobre os trabalhadores.

Nessa semana, em sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Alckmin declarou que iria facilitar o porte de arma nas zonas rurais. Em relação às ocupações de terra, o tucano foi bem claro: “Invadiu, desinvade (sic). Muitas vezes há decisão judicial, reintegração judicial que não é cumprida”.

O programa de Alckmin não tem nada de mais democrático que o program de Bolsonaro. Por isso, a única saída para os trabalhadores é a mobilização revolucionária contra o golpe – uma mobilização que seja capaz de colocar o Regime Político abaixo e eleger Lula presidente.