Ditadura se aprofunda
Extrema-direita dando o golpe na reitoria. Estudantes devem se mobilizar por Fora Bolsonaro e um governo tripartite
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UFRGS | Foto: Reprodução

Como esperado e já anunciado na semana passada pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS), seu aliado político de extrema-direita, Carlos André Bulhões Mendes será o novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mesmo sendo o último colocado da lista tríplice em consulta interna da universidade.

A lista foi enviada ao presidente ilegítimo Jair Bolsonaro (sem partido), que escolheu o indicado pelo parlamentar, um dos mais próximos do titular do planalto.

O parlamentar fascista afirmou que a definição de Bulhões para a reitoria é uma escolha democrática. “Tem gente achando que a lista tríplice é uma eleição“, debochou após dizer que “Nunca a direita comandou a maior Universidade do Brasil“.

VOTAÇÃO ANTIDEMOCRÁTICA LEVOU AO TRUNFO DA EXTREMA-DIREITA

Bulhões foi o terceiro colocado na consulta interna realizada em julho, que teve como vencedor o atual reitor Rui Oppermann, em um processo extremamente antidemocrático, afinal de contas a chapa 3, efetivamente uma chapa de esquerda (uma esquerda-pequeno burguesa, pra ser mais claro) teve mais votos mas ”não levou” por causa da proporcionalidade e peso da votos entre estudantes, funcionários e professores.

A consulta à comunidade acadêmica para a reitoria na gestão 2020/2024 foi realizada no dia 14 de julho. Devido à pandemia do novo coronavírus, a votação foi virtual. Na consulta, os atuais reitor e vice-reitora da Ufrgs, Rui Oppermann e Jane Tutikian, venceram o pleito. Em segundo lugar ficou a chapa de Karla Maria Müller e Cláudia Wasserman. Já Carlos André Bulhões e Patrícia Helena Lucas Pranke ficaram na terceira posição.

O resultado da própria votação antidemocrática porém não era suficiente, já que a lista tríplice encaminhada pelo Conselho Universitário (Consun) com os nomes de Oppermann, Karla Maria Müller e Bulhões dependeram de decisão final do presidente fascista da República.

REITORIA TOMOU CHOQUE DE REALIDADE

O reitor Rui Opperman tomou um choque de realidade, afinal de contas sempre apoiou o atual sistema de lista tríplice para se manter, mas com o aprofundamento do golpe e da extrema-direita no regime se mostrou incapaz de combater a ditadura que se aproxima, diversas vezes capitulando para os golpistas e se colocando de quatro para os fascistas, como muitos reitores no Brasil inteiro acabaram fazendo desde o golpe de 2016.

Além do mais, foi uma gestão de direita que já cometeu diversos ataques aos estudantes como por exemplo, o corte de bolsas como forma de chantagear os estudantes a aceitar o Ensino Remoto, o famoso EAD, política de privatização da universidade.

Mas é importante ressaltar que os erros da atual reitoria não justificam apoiar um golpe de extrema-direita e a intervenção fascista dentro da universidade. Este é um tema da maior importância diante da ofensiva bolsonarista através do intervencionismo nas instituições de ensino superior. É verdade que a UFRGS já teve interventores no passado, mas todos eles da época da ditadura militar.

LUTAR POR UM REGIME TRIPARTITE

Diante de todos este panorama, em que a extrema-direita utiliza o regime antidemocrático para aprofundar a ditadura, tudo isto colocado mostra a necessidade de mobilizar os estudantes através do programa da AJR, a Aliança da Juventude Revolucionária, a juventude do PCO, por um governo tripartite, formado não apenas por professores e servidores mas também estudantes, e que os chamados conselhos superiores tenham número de assentos proporcional à presença de cada um destes três setores nas universidades, escolas e institutos federais.

Os estudantes, professores, pesquisadores, servidores públicos devem se mobilizar pela construção de um regime tripartite do governo das universidades, que os tire da posição de submissão à verdadeira ditadura imposta pela burocracia universitária atual.

TODOS À REITORIA CONTRA A INTERVENÇÃO HOJE (17 DE SETEMBRO)

Nesse sentido está sendo convocado um grande ato presencial contra a intervenção nesta quinta-feira, dia 17, a partir de 13h na reitoria da UFRGS.

No evento do Facebook, já estão mais de 600 pessoas confirmadas até o fechamento desta matéria. A mobilização popular dentro da universidade em defesa dos ataques promete ferver nos próximos dias.

Finalmente, os estudantes sabem que todas palavras de ordem sobre autonomia universitária passam pela derrubada do governo golpista de conjunto que se manifesta da verdadeira ditadura que é o regime de Bolsonaro.

Todos a reitoria hoje, Fora Bolsonaro, Fora Bulhões, Fora todos os golpistas!

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