Intervenção no RJ: militares agridem e prendem jovens que estavam jogando videogame no Complexo da Penha

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A brutalidade e a criminalização da população pobre é uma prática comum entre os militares que, neste momento, atuam no Rio de Janeiro. A intervenção militar teve sua última operação nesta semana. Na última segunda, as Forças Armadas adentraram o Complexo da Penha, tocando verdadeiro terror na comunidade.

Uma das ações absurdas das forças de repressão foi a prisão de cinco jovens, com idades entre 16 e 22 anos, que estavam jogando videogame, em casa. A desculpa usada para adentrar a residência foi a busca por armas e drogas, que poderiam estar sendo armazenadas no local. Nada foi encontrado e, ainda objetivando criminalizá-los, os militares afirmaram que os rapazes iriam incendiar um ônibus na região, uma vez que, após revistarem seus celulares, encontraram imagens e vídeos da movimentação policial na comunidade.

Os meninos foram algemados e levados à delegacia. Os vizinhos filmaram a ação brutal dos militares. Segundo o pai de parte dos jovens, Luiz Soares, a casa ficou completamente revirada. Além disso, foram mais de 24 horas em que a polícia não divulgou informações sobre a situação dos jovens, nem onde estavam detidos.

Na mesma noite, parentes e vizinhos organizaram um protesto, no interior da comunidade, pedindo por justiça e pela libertação imediata dos jovens. Foram mais de 60 pessoas que, com faixas e cartazes, caminharam pelo Complexo da Penha.

Ações como essa estão se tornando cada vez mais comuns nas comunidades cariocas. A intervenção militar é uma clara forma encontrada para criminalizar e massacrar a população pobre, que vive nas periferias. Nesse sentido é fundamental a luta pelo fim imediato das forças da repressão e contra o golpe que se aprofunda.