Intervenção no Rio evidencia porque é preciso lutar contra o golpe militar

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O Exército “comemorou” a semana do soldado com uma mega operação na cidade do Rio de Janeiro que envolveu cerca de 5 mil agentes, entres soldados dessa Força, juntamente com agentes da Força de Segurança Nacional, PM`s e integrantes da Polícia Civil do Estado.

Apenas nesses dias, foram, apresentados ao público mais oito mortos, sendo cinco “suspeitos civis”, supostamente em decorrência de tiroteio, e três militares.

Segundo o Portal G1, ligado à Rede Globo, notório apoiador do golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma e da intervenção militar no Rio de Janeiro, o número de mortes por intervenção policial no RJ mais que dobra em cinco anos”e
esse “Índice mantém alta mesmo se contado apenas o período da intervenção federal”.

Para não deixar dúvidas de que além do crescimento geral da matança, há um aumento ainda maior, desde a intervenção militar, os golpistas assinalam que sob a intervenção alcançou-se “o maior índice para os sete primeiros meses do ano desde 1998”. Destaque-se ainda que “entre janeiro e julho de 2013, 236 pessoas morreram em ações da polícia. Já nos sete primeiros meses de 2018 foram 895 mortes, um aumento de 279%. A média mensal que era de 33 mortes passou para 127”.

Tais números não deixam a menor dúvida que a intervenção militar no Rio não serviu, de modo algum, para “combater a violência” como se anunciou, com o tradicional cinismo dos golpistas.

E o próprio comando das Forças Armadas aponta que as situação vai ainda ficar pior. O ministro da Defesa, general do Exército Joaquim Silva e Luna, afirmou – em entrevista ao jornal O Globo –que os conflitos entre as Forças Armadas e facções criminosas devem se intensificar e “gerar mais mortes” .durante a fase final da intervenção federal no Rio de Janeiro, prevista para acabar  em 31 de dezembro.
No dia 24, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, – durante as celebrações antecipadas do “dia do soldado”, criticou, a falta de integração de outros setores da administração pública e da sociedade civil no combate à criminalidade no Rio de Janeiro e elogiou a ação criminosa do Exercito, que já provocou a morte de quase 100 pessoas durante a ocupação. No mesmo dia, o ministro ativo militante do golpe de estado que levou ao governo o presidente mais impopular da história do País, o golpista Michel Temer, lembrando os (para ele) saudosos tempos da ditadura militar, o “radicalismo” e condecorou os ministros do STF que vem violando a Constituição Federal, para manter como preso político o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram condecorados com as mais altas “honrarias” do Exército os ministros Edson Fachin, relator do processo que indeferiu o habeas corpus solicitado pela defesa de Lula, e Luís Roberto Barroso, ativo defensor do regime golpista no STF e, agora, relator do processo de cassação do registro da candidatura presidencial de Lula.
Fica cada dia mais evidente que a intervenção no Rio é parte do conjunto da operação golpista que, para impor seus planos de cassar todos os direitos democráticos do povo (como é o caso da realização de eleições fraudulentas, sem a participação de Lula) e para promover o maior retrocesso nas condições de vida dos explorados (como acontece com a população pobre, negra e a juventude do Rio de Janeiro que índices de desemprego de mais de 40%) é preciso intensificar a repressão contra a população, espalhar o terror e, se preciso, dar um golpe de estado, contra o “caos” e o “radicalismo” dos trabalhadores e da juventude que não aceitem se submeter à esse regime de escravidão e submissão total do povo brasileiro aos planos ditados pelo imperialismo norte-americanos.
Não pode restar dúvidas da necessidade, para os explorados, de lutar contra a intervenção militar no Rio de Janeiro e contra o golpe militar que paira como uma ameaça concreta sobre o povo brasileiro.