Intervenção militar no tráfico de armas: membros da aeronáutica e PM são presos na Operação Paiol

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O que é um paiol? Um paiol, é uma arquitetura militar, é o local de uma fortificação que se destina ao armazenamento de explosivos e/ou munições, de acordo com regulamentos pré-estabelecidos. A Operação Paiol trata do envolvimento da  Polícia do combate a venda e o aluguel de armas é ela mesma, suspeita de vender armas e drogas, ali envolvido, inclusive setores do Exército.
Um contingente gigantesco de policiais. A operação deflagrada pela 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) conta com apoio de diversas unidades do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) e da Divisão de Operações Especiais (DOE). Fato é que durante a Operação Paiol, 200 agentes, delegados e escrivães foram às ruas para frear a ação do grupo, que também traficava munição e drogas.
Dentre muitos destaca-se Jefferson dos Santos Gomes, que não havia sido preso na operação desencadeada, é acusado de recrutar novos membros para o grupo. Jefferson, ex-militar do Exército é suspeito de armar o crime organizado.
A ação foi batizada de Paiol, local de armazenamento de armas. Entre os presos, o ex-militar do Exército e ex-PM de Goiás, Pedro Henrique Santana, foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Distrito Federal.
O intuito da Operação Paiol, é desarticular um esquema de tráfico de armas no DF. Contudo, a Operação tem alcance Nacional. A Polícia Civil também fez uma operação pente fino em Itaboraí, região metropolitana do Rio.
O principal alvo da operação foi o ex-militar do Exército Brasileiro e ex-policial militar de Goiás Pedro Henrique Freire de Santana. Também estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão.
Tráfico de drogas e mercado de armas são irmãos siameses, são indissociáveis. O crime organizado, especialmente o tráfico de drogas, tem uma simbiose com o mercado de armas que aumenta a violência no Brasil.
Um recorde em homicídios por armas de fogo. O Brasil é líder em número de homicídios por armas de fogo, de acordo com o relatório Mapa da Violência de 2013. Acresce-se que o consumo de drogas se tornou uma verdadeira epidemia que afeta principalmente a juventude.
Nunca houve nas ruas tantas drogas e tão adulteradas, isso tem criado uma situação de calamidade na saúde pública. Ao mesmo tempo as drogas, principalmente as ilegais, se tornaram um verdadeiro pilar da economia capitalista e, a associação desse mercado com a venda de armas alavancaram os lucros de banqueiros nacionais e internacionais.
O problema é mundial. Os cartéis de drogas e armas do México são alimentados a partir do exterior, com dinheiro, armas pesadas e toxicodependência estadunidenses.
Para além da esfera legal desse capitalismo “caseiro” existe também, desde o seu processo de desenvolvimento, uma esfera “ilegal” (às vezes “legalizada”).
De forma desigual e combinada essas economias, a “legal” e “ilegal” sustentam o regime falido do capitalismo. Tráfico de seres humanos, de drogas, de armas, e outras atividades.
Este caso mostra mais uma vez a farsa da luta contra a insegurança pública.  Os próprios policiais e militares que seriam os “justiceiros” estão envolvidos no fornecimento de armas para os traficantes. Por isso a intervenção militar no Rio de Janeiro não passa de uma operação para reprimir a população e aumentar o poder de ação dos militares e não tem nada a ver com nenhum combate ao crime organizado.