Intervenção militar no Congresso: fraude eleitoral “elege” 72 parlamentares fardados

As eleições de 2018 no Brasil foi marcada pela maior fraude eleitoral que o país já assistiu, que tem seu ponto central a prisão de Lula e o impedimento de ser o candidato decretado pelos ministros golpistas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob ameaça dos militares.

A fraude eleitoral segue o caminho do golpe, onde os militares, através das “aproximações sucessivas” vem controlando por completo o regime político no país, em primeiro lugar ocupando postos chaves no Poder Executivo, como o Ministério da Defesa, o gabinete da Segurança Institucional, e até o controle do segundo mais importante Estado da Federação, o Rio de Janeiro, através da intervenção militar.

No Judiciário, os golpistas militares também já estão dominando, através do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, que só conseguiu assumir esse cargo, com a concordância de colocar um “assessor” militar, o general Fernando Azevedo em seu gabinete, que na verdade é quem está controlando o STF.

A política de aproximações sucessivas dos militares também teve alcance nas eleições de 2018, com o aumento expressivo da bancada militar no parlamento do regime golpista brasileiro, como parte da fraude eleitoral.

Além disso, o candidato do golpe nesse momento de segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro, leva em seu colete um general de vice Antônio Hamilton Mourão, que disse que o novo governo pode sofrer um golpe por dentro.

Ao todo 72 militares foram “eleitos” no legislativo brasileiro, mostrando que as eleições foram organizadas para fortalecer o regime golpista que já está nas mãos do militares, subserviente dos interesses do imperialismo.