Intervenção militar já dura 5 meses e só aumentou a violência no Rio

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Da redação – Durante os cinco meses de intervenção militar no Rio de Janeiro aumentou o número de tiroteios em 
37% (de 2924 para 4005) em relação ao mesmo período do ano anterior. “Violações de direitos humanos” têm sido mais frequentes, de forma proporcional ao número de operações, que vêm aumentando.
 
As operações têm sido mais violentas e resultado em mais mortes de pessoas comuns, incluindo os vários casos de crianças assassinadas dentro da escola ou a caminho do colégio. A intensificação da violência tem a marca do “caveirão”, helicóptero da Polícia Civil que deixou mais de 160 marcas de tiro na ação violentíssima do dia 20 de junho realizada no Complexo da Maré. Foi essa a ocasião da morte do estudante Marcos Vinícius, estudante de 14 anos assassinado a caminho da escola. Os 23 mandatos de prisão, suposto motivo do mar de 
sangue, não foram efetivados.
Outra forma de repressão utilizada pela truculenta polícia são os espancamentos arbitrários. Uma página de rede social da Cidade de Deus publicou as fotos de um morador espancado por policiais do Bope, quando pediu que eles desocupassem a laje da sua própria casa.
 
A intervenção militar não fez nada do que prometeu e levou ao aumento de tiroteios em 
escolas e comunidades em período de atividade cotidiana. Isso só prova, mais uma vez, o real teor da intervenção militar: reprimir o povo pobre e impedi-lo de se manifestar, desorganizar todo e qualquer possível movimento de resistência social e promover um terrorismo de Estado para amedrontar o povo descontente com a exploração cada vez maior a que está submetido.