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A intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro anunciada pelo governo golpista de Temer no dia 16 e iniciada já no dia 19, sequer esperou a devida autorização por parte do Congresso Nacional. Uma das cenas mais divulgadas no final de semana nas redes sociais, foi a de um vídeo amador mostrando um amplo contingente de veículos blindados com destino ao Rio de Janeiro.

A intervenção não foi um “raio em um céu azul”. Não seria por demais achar que sequer golpistas como Temer e Raul Jungmann, seu ministro da defesa, tenham tido conhecimento com maior antecedência sobre o que estava sendo gestado diretamente pelo Estado maior das Forças Armadas, principalmente o Exército, em conjunto com os verdadeiros “donos” do golpe, o imperialismo norte-americano associado ao capital financeiro e ao grande capital ligado à Fiesp.

Seria de uma ingenuidade atroz achar que um golpe de Estado, mesmo que civil, não tenha o apoio ou o mando militar por trás dele.

No Brasil não foi diferente. O Congresso Nacional com o seu “circo de horrores”, a campanha de idiotas para idiotas sobre a corrupção, um judiciário do tipo “Liga da Justiça”, um presidente “vampirão”, isso e outras coisas não foram mais que cortina de fumaça, para que os cabeças do golpe fossem entranhando seus tentáculos para firmar a base do golpe de Estado em curso.

A intervenção militar é a maior prova disso. Desde 2016 foram centenas de operações de segurança sobre o pretexto da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) praticamente em todos os estados da federação, dentre elas a ocupação da Rocinha no Rio de Janeiro.

O país está diante do recrudescimento do golpe de Estado e agora de m ponto de vista militar. A operação em curso se por um lado é ostensiva e ofensiva, tem também o lado defensivo, particularmente em um momento em que a resistência popular ao golpe aumenta a cada dia.

A “política de aproximações sucessivas” por parte dos militares já anunciada pelo general Mourão em palestra para a maçonaria em setembro de ano passado está a todo vapor. Hoje é o Rio, amanhã pode ser o Ceará, mas também São Bernardo do Campo em São Paulo. Pode ser uma ação defensiva, mas também pode ser ofensiva.

Através da imprensa e de campanhas de rua, o PCO já vem denunciando desde o ano passado a iminência de um golpe militar. Até agora, a esmagadora maioria das organizações populares, incluindo aí partidos do campo da luta contra o golpe, a CUT, movimentos populares “têm feito ouvido de mercador”. Não encarar os fatos de frente não ajudará em nada a organizar a luta contra o golpe.

A única maneira efetiva de se opor à intervenção no Rio de Janeiro e ao avanço do golpe é através da mobilização popular. As manifestações ocorridas durante o carnaval apontam à disposição cada vez maior do engajamento de amplos setores nessa luta, particularmente na luta contra a prisão de Lula.

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