É preciso mobilizar
Com o aumento da violência contra a mulher durante a pandemia, a direita mostra toda sua hipocrisia através medidas demagógicas
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Victim
Violência contra a Mulher - Foto: Conselho Nacional de Justiça |

Uma das principais características de todos os governos de direita é como tratam as questões relativas às mulheres com políticas de características fascistas e hipócritas. A direita, por definição, é composta de elementos que, justamente por estarem a serviço da burguesia, são absolutamente retrógrados em praticamente todos os aspectos da vida social. E não é diferente quando o assunto diz respeito ao aumento da violência contra as mulheres.

O governador golpista João Dória foi um entusiasta da candidatura do atual presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, servindo-o como um verdadeiro cabo eleitoral . Um dos principais slogans de Dória em sua campanha para o governo do estado de São Paulo era nada mais nada menos que se autointilula “BolsoDória”, tal é a verdadeira identidade ideológica e política que existe entre essas duas figuras golpistas e fascistas.

Enquanto parlamentar e durante toda sua campanha eleitoral para a presidência , Bolsonaro não se cansou de manifestar todo o desprezo que possui pelas mulheres e, principalmente, por sua luta por emancipação. E essa é uma característica que se apresenta em todo o espectro fascista, todos eles, sem exceção, sejam homens ou mulheres, são inimigos das lutas e dos direitos conquistados pelas mulheres. E, absolutamente, João Dória e todos os demais governadores direitistas que se elegeram na esteira de Bolsonaro, não são exceção à regra. Todos eles são reacionários machistas e não mexeriam um dedo sequer para apoiá-las em sua luta se não fosse apenas por interesses demagógicos e eleitoreiros.

A política de todos esses direitistas em relação ao problema da violência contra a mulher tem como eixo principal o caráter repressivo e policialesco. Com a finalidade de aparentar estar tomando alguma atitude em defesa da mulher, concentram todos seus esforços em políticas de segurança pública, como se a situação das mulheres fosse apenas um caso de polícia.

É verdade que tem se verificado em todo o mundo o aumento da violência doméstica e feminicídio durante a quarentena que tem sido imposta pela crise do coronavírus e o Brasil segue essa mesma tendência. Mas o fato é que esse tipo de violência já vinha aumentando desde os primeiros meses do governo Bolsonaro. O que seria o previsto com  a chegada de um elemento de extrema direita e descaradamente misógino ao poder no país. Após um ano de governo Bolsonaro, já se apresentava um aumento de mais de 7% no numero de casos de violência contra mulher, antes mesmo das políticas de distanciamento social apresentadas pelos governadores dos diversos estados brasileiros.

Quando em entrevista coletiva recente no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo afirma que “no Governo de São Paulo, temos tido uma posição de defesa intransigente das mulheres que são vítimas de violência doméstica”, o que ele está afirmando é tão somente que seu governo está procurando ampliar os canais de atendimento da polícia e outros órgãos para casos de violência contra mulheres. Como exemplifica o programa que determinou que as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), vinculadas à Secretaria de Segurança Pública (SSP), passassem a registrar eletronicamente os casos dessa natureza.

Em momento algum esses governos apoiam as manifestações e lutas legítimas das mulheres. Assim como não apresentam nenhum programa que poderia efetivamente surtir efeitos positivos para a segurança física, psicológica e econômica das mulheres, tais como a garantia de emprego e salários para durante a pandemia. Programas que possibilitem a equiparação salarial com os homens, programas educativos, creches para os filhos das trabalhadoras etc. Ao invés disso, apresentam apenas programas de caráter fascista que têm como principal efeito o aumento da repressão e encarceramento de elementos das classes trabalhadoras pobres.

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