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A ofensiva imperialista contra a China não tem trégua. Como se as diversas investidas diárias dos Estados Unidos não fossem o suficiente, mais uma vez os representantes de diversos países imperialistas se reuniram para organizar e debater qual será a nova desgraça responsável pela assolação dos países pobres que tentam se defender das ofensivas deste grupo de urubus.

Reunião do G7

Esses fatos foram primeiramente vistos durante a reunião do “Grupo dos Sete” (G7), que reúne Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão. O grupo, que se reuniu durante três dias no começo de junho, foi criado para que as grandes potências pudessem discutir as “crises do momento”. Deixando toda demagogia relacionada à pandemia e ao meio ambiente de lado, na reunião deste ano estes países deixaram bem claro o que consideram como “ameaça global”: a China.

Reciclando as acusações de trabalho escravo, os EUA mais uma vez batem na tecla da questão da etnia Uigur na China. O imperialismo acusa o país de promover um genocídio proposital (sic) contra a etnia, tendo inclusive feito todo um teatro e lançado um “relatório independente com parecer de mais de 50 especialistas” para afirmar sua posição — as informações sobre o caso são escassas, mas é certo que toda e qualquer acusação do imperialismo deve ser vista como duvidosa, ainda mais em casos como o da China, que constantemente é alvo de ataques caluniosos e tendenciosos.

Um exemplo é a questão de Taiwan, que acabou sendo mais uma vez citado como forma de ataque à China. Já é de conhecimento geral que o imperialismo apoia, incentiva e financia a separação da região na tentativa de promover elementos de instabilidade no país. Este continua sempre reiterando que os EUA, não devem se meter nos assuntos internos de outros países — de fato, a política de “intromissão” já tem a fama de ser a porta de entrada para conflitos e guerras que atendem o interesse imperialista enquanto esmaga a população dos seus respectivos países.

Eu penso que é mais provável [que a China], ao invés de reagir com raiva, […] precisará se olhar no espelho e entender que precisa levar em conta essa crescente massa de opinião, que acha que estas regras básicas internacionais precisam ser respeitadas”, afirmou o Secretário de Relações Exteriores Britânico, Dominic Raab, afirmação na qual é possível identificar o velho hábito do imperialismo de fazer o papel de “polícia do mundo”.

No meio de tudo isso, mais uma vez a questão da China e do coronavírus foi citada como “grave”. O imperialismo cinicamente insiste em realizar uma “investigação transparente” sobre a questão das origens da COVID-19 — um jogo político que já foi utilizado anteriormente como forma de ameaça ao país, considerando que investigações já foram realizadas pela Organização Mundial de Saúde.

É importante ressaltar que outros países como Rússia, Irã e Síria também foram alvos de críticas oportunistas, assim como não faltaram defesas do imperialismo a governos de extrema-direita, a exemplo do ucraniano.

Reunião da OTAN

Criada em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reúne cerca de 30 países como membros, incluindo todos os participantes do G7 citados anteriormente. A reunião do grupo ocorreu logo após a do G7, no meio de junho.

Esta reunião não poderia ser diferente ao se tratar de ataques à China. O grupo tem o objetivo de discutir medidas e tomar decisões relacionadas à defesa dos interesses e dos países imperialistas, uma defesa a qual eles “humildemente” chamam de “manter a segurança global”.

Um relatório lançado após a reunião abordou diversos dos pontos discutidos. Entre cinismos e demagogias, o imperialismo acusou a China de falta de transparência e disseminação de desinformação, não colocando o país diretamente como uma ameaça, mas, apesar de já ter feito diversas graves acusações, como um país cuja “crescente influência e políticas internacionais podem apresentar desafios” ao grupo. Insultos parecidos, além de acusações relacionadas a terrorismo, foram direcionados a Rússia.

As ambições declaradas da China e seu comportamento assertivo apresentam desafios sistêmicos para a ordem internacional baseada em regras e para áreas relevantes para a segurança da Aliança”, afirma o relatório do imperialismo.

O relatório também afirma que o grupo vê como preocupante a parceria militar entre Rússia e China, enfatizando o rápido aumento da quantidade de armamentos e da tecnologia do país, inclusive de seu arsenal nuclear — uma afirmação hipócrita que coloca os dois países como ameaça global enquanto o próprio imperialismo, encabeçado pelos EUA, é o principal responsável pelo início de guerras e conflitos, além de possuírem os maiores aparatos militares do mundo.

É importante frisar que a aliança entre Rússia e China apresenta de fato uma ameaça — uma ameaça ao imperialismo, sobretudo norte-americano, à sua dominação e aos seus interesses nas regiões de influência dessas duas potências regionais. É por esse motivo que os ataques aos países estão cada vez mais frequentes e variados. A crise no sistema imperialista faz com que estes países precisem efetuar políticas mais agressivas para que o controle não seja perdido, sobretudo em países que defendem minimamente assuntos como sua própria soberania nacional.

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