Internacional “socialista” dos capitalistas: após defender golpe na Venezuela, organização expulsa frente sandinista
internacional socialista
Internacional “socialista” dos capitalistas: após defender golpe na Venezuela, organização expulsa frente sandinista
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A experiência prática tem demonstrado que, na luta contra o imperialismo é preciso se defender não só do inimigo, mas também do “fogo amigo”. Na semana passada, em reunião do Conselho da Internacional Socialista (IS), ou melhor – Internacional Golpista, foi decidido: expulsar a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), partido do governo na Nicarágua, sob a acusação de violação dos direitos humanos, e reconhecer o representante dos interesses do imperialismo na Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino.

“Já não nos representa”, disse o porta-voz do imperialismo, Rafael Michelini, senador da Frente Ampla uruguaia e presidente do comitê de disciplina da IS. Ainda segundo Michelini, a FSLN “já não representa a família socialista” por não respeitar os direitos humanos. Não bastasse a demagogia em torno da defesa dos interesses do grande capital internacional ao expulsar o partido de Daniel Ortega, a Internacional Golpista estende o tapete para a passagem do trator imperialista sob a população venezuelana e reconhece os esforços do líder opositor venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, apoiado segundo a IS, na “legítima” Assembléia Nacional”.

A decisão da IS sobre a questão nicaraguense foi duramente criticada pelo representante da FSLN, Francisco Rosales, o qual afirmou que a decisão foi tomada sem que o comitê da IS para a América Latina tivesse realizado uma visita à Nicarágua para que a situação fosse de fato comprovada. Ainda segundo o representante da FSLN, a decisão foi tomada com o voto de apenas 10 partidos, enquanto que 9 se opuseram deu um total de 59. A guinada pró-imperialista também foi recriminada pelo secretário geral do Partido Revolucionário Democrático (PRD) do Panamá. Segundo o deputado Pedro Miguel González, o PRD vota contra a decisão da IS e disse acreditar que a influência negativa propagada pelos veículos de informação internacionais levou a maioria dos partidos a votarem à favor da expulsão da FSLN. Ademais, González questionou a legalidade da decisão da IS e informou que pedirá uma revisão da mesma. Ainda segundo González, “estamos tentando compreender como 11 votos de 28 que teriam direito fazem a maioria”.

Vale ressaltar que, as duas ações capituladoras e reacionárias tiveram grande apoio do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), liderado por Pedro Sánchez, atual presidente espanhol, cuja política tem sido dirigida em torno dos interesses do imperialismo. A crise do capitalismo tem desenvolvido uma escalada golpista na América Latina. O que se pretende, de fato, é a destruição da soberania dos países cujos interesses do imperialismo encontra uma barreira nacionalista. A defesa de Maduro na Venezuela e de Daniel Ortega na Nicarágua, representa a luta contra a pilhagem, o flagelo e o extermínio da classe trabalhadora em todo o continente. Por isso, todas ações contra os governos de esquerda precisam ser combatidas até as últimas consequências.