Insulto à inteligência: Alckmin diz que ninguém é mais honesto que ele

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Instado a responder sobre denúncias de caixa dois publicadas no jornal Folha de São Paulo, no último final de semana, o governador licenciado de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, declarou com a soberba que lhe é peculiar que “Pode haver alguém tão íntegro como eu, mas mais não tem”.

Como é característica da grande imprensa golpista, as denúncias contra Alckmin, quando muito visam fazer coro com um movimento que estaria ocorrendo no interior do PSDB no sentido de buscar uma candidatura alternativa a do ex-governador. Ao contrário do que ocorre com Lula, que está preso em Curitiba em decorrência do uma condenação absolutamente sem provas, mas apenas por depoimentos de empresários e políticos que se sujeitaram a forjar denuncias contra o ex-presidente nas chamadas delações premiadas em troca da diminuição de penas e a manutenção de recursos pessoais ilícitos como ficou patente com diversos beneficiados desse processo espúrio, ou ainda, o dirigente do PT, José Dirceu, condenado a 30 anos de cadeia, também sem nenhuma prova de corrupção, através de um artifício que sequer existe na legislação penal brasileira, a chamada teoria do “domínio do fato”, o fato e isso é fato, é que existem provas abundantes contra os principais políticos brasileiros e com exceção de alguns bois de piranha, não são sequer investigados, por se tratarem de figuras que cumpriram ou cumprem um papel relevante no golpe de Estado em curso no país.

O caso Alckmin é emblemático nesse sentido. Assumiu o governo de São Paulo em 2001 com a morte do então governador de São Paulo, Mário Covas, e de lá para cá, governou o estado por 11  anos. Nesse período foram dezenas de denúncias de corrupção por parte do governo e seus aliados. Duas delas, em particular, chamam a atenção pelos valores envolvidos e pela sordidez do delito: a formação de cartel para a construção das linhas 2 e 5 do metrô paulistano e construção do Rodoanel – complexo viário que circunda a capital paulista e que interliga as principais rodovias do estado – e o escândalo da máfia da merenda escolar, com o pagamento superfaturado na compra da merenda para alunos do ensino público do Estado de São Paulo.

Todo discurso dos meios de comunicação e das instituições golpistas de conjunto sobre o “combate a corrupção” não é mais que o discurso do “ouro de tolo”. Não apenas é absolutamente falsa a pretensa campanha contra a corrupção, como ela é a ponta do iceberg para se promover o maior assalto ao povo brasileiro e às riquezas do país jamais imaginadas. O capitalismo é, por essência, corrupto e Alckmin do alto do seu pedestal de areia, insulta a inteligência do povo.