Insuficiência técnica e mau desempenho faz UEFA rebaixar seleção alemã em competições européias

Alemanha

A outrora “toda poderosa” Alemanha, cantada em prosa e verso pelos “especialistas” em futebol como um time forte, robusto e quase imbatível, vem mostrando ao mundo, neste momento, que nada mais é do que uma seleção do velho continente que enfrenta uma crise que não pode ser ocultada aos olhos do mundo. Embora as quatro últimas copas do mundo tenham sido vencidas por seleções europeias, é impossível desconhecer que esses títulos foram conquistados principalmente com uma forte e decisiva ingerência política, particularmente os títulos levantados pela Itália em 2006; pela Alemanha em 2014 e pela França, agora em 2018.

De 2014 para cá, o time alemão acumula uma série de campanhas e resultados negativos, que teve início com a eliminação precoce na Eurocopa de 2016. O vexame maior, no entanto, foi registrado na copa do mundo de 2018, quando chegou à Rússia como uma das favoritas, mas acabou eliminada ainda na primeira fase. Mais recentemente, o time dirigido por Joachim Low ficou na lanterna de seu grupo e foi rebaixada para a 2ª divisão da Liga das Nações.

O sofrível desempenho técnico e os maus resultados colhidos pelo time alemão na Liga das Nações levaram a UEFA a decidir pelo rebaixamento da seleção germânica e, por conta disso, o time não será cabeça de chave nas eliminatórias da Eurocopa, competição que acontece em 2020. Pelos novos critérios da entidade maior do futebol europeu, foi a nova competição (Liga das Nações) “que definiu os cabeças de chave dos grupos da eliminatória da Euro. Dos 12 times que disputaram a primeira divisão do torneio, a Alemanha, que somou apenas dois pontos em quatro jogos, foi melhor apenas que a Islândia, ficando, portanto, na 11ª colocação entre as 12. Como serão 10 grupos, os alemães ficaram de fora” (site ESPN, 21/11).

A ascensão artificial das seleções do velho continente nas últimas quatro copas do mundo não foi o resultado – como muitos quiseram e ainda querem fazer crer – de qualquer superioridade técnica dos europeus em relação ao futebol sul-americano, falando das duas escolas mais importantes do futebol mundial. Os fatos que se sucederam envolvendo o esporte mais popular do mundo evidenciam de forma muito clara que foi não só decisiva, mas determinante (e continua sendo) a interferência direta dos grandes grupos e das grandes corporações capitalistas que se apropriaram  dos principais clubes de futebol do mundo.

A evolução da crise capitalista mundial e a retração econômica em todo o planeta coloca para as grandes corporações e os grandes grupos econômicos a necessidade de irem buscar novos nichos para os seus negócios, em franca decadência em todo o mundo. Neste cenário, o futebol se apresentou para o capital como um novo espaço para a investidura dos grandes investidores, assim como também para “dar vida” a gigantesca massa de capital que circula sem lastro na economia mundial.